SOBRE A MESA: KELTIS

SOBRE A MESA: KELTIS

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    pic382457_lgJá é sabido que os irlandeses são conhecidos por sua sorte, pelos seus “trevos da sorte”. Também é comum a associação da Irlanda à cultura céltica. Baseados nessas duas informações podemos começar a associar a temática do jogo.

    Keltis: O Caminho das Pedras é um jogo do famoso desenvolvedor Reiner Knizia, com desenhos de Claus Stephan e Martin Hoffmann e ganhador do prêmio mais importante dos jogos de tabuleiro da atualidade, o Spiel des Jahres, no ano de 2008, além de indicações ao prêmio Japan Boardgame Prize Voter’s Selection, também em 2008, e mais duas indicações em 2009 aos prêmios Årets Spill Best Family Game e Golden Geek Best Family Game.

    É um jogo competitivo, onde cada jogador tenta avançar o mais longe possível nas trilhas do tabuleiro formadas por pedras, com a ajuda das folhas de trevo, enquanto recolhe preciosas pedras célticas no caminho. Apesar de competitivo, é um jogo bastante familiar e inteligente, com associações matemáticas simples.

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    Mecânica:
    – Manutenção de mão
    – Movimento ponto a ponto

    Cada jogador dispõe de cinco meeples em forma de trevo que servirão para o avanço em cada uma das cinco trilhas de pedras apresentadas no tabuleiro. Cada trilha possui uma cor diferente, mas todas as casas ao longo de cada uma delas respeita uma mesma regra de pontuação. A diferença está nas peças de sorte distribuídas secretamente no inicio do jogo, bem como a disposição delas em cada trilha já pré-definida.

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    No inicio do jogo cada jogador recebe oito cartas do baralho de compra. Cada carta possui uma cor dentre as possíveis, sendo elas vermelho, amarelo, rosa, verde ou azul, e um número de 0 a 10. As cores definem qual caminho pode ser percorrido. Formando sequências numéricas com as cartas, cada peça vai avançando nos respectivos caminhos uma pedra por vez para cada carta colocada na mesa conforme uma ordem numérica crescente ou decrescente formada pelo jogador. No final da partida são contabilizados os pontos de acordo com a distância percorrida e as pedras célticas recolhidas, além de outros pontos ganhos no decorrer do jogo com determinadas peças de sorte. Ganha aquele jogador que obtiver mais pontos.

    Considerações finais:
    A mecânica simples permite que o jogo seja aprendido em minutos, o que facilita quando se pretende jogar em espaços curtos de tempo. Apesar da simplicidade em regras, as artes do tabuleiro e das cartas são belíssimas, dando riqueza visual.

    A dependência da sorte na compra das cartas faz com que não haja um benefício aos jogadores mais experientes, trazendo a surpresa e diversão a todos os que jogam.

    Pontos positivos:
    – Mecânica simples
    – Fluidez
    – 100% gráfico, não necessitando leituras durante o jogo

    Pontos negativos:
    – Pouco desafiador
    – Dependente do fator sorte, devido à compra de cartas

    Ficha Técnica:
    Jogadores: 2 a 4
    Idade: a partir de 10 anos
    Duração: 30 minutos
    Tipo: caixa básica
    Fabricante/Desenvolvedora: KOSMOS/Devir (no Brasil)
    Idioma: Português (PT)
    Preço Médio: R$ 135,00

    ludopedia BGG

     

    Ana Clara (Reveladora de Cartas Alheias, Arquiteta dos Combos): Há qualquer coisa de cativante nessa alma perturbada. Empolgada e impulsiva, mas sensata em momentos necessários. Não são raras as vezes em que precipita-se a revelar cartas e jogadas de outros jogadores. Possui a incrível habilidade de irritar os membros do grupo com sua enxurrada de perguntas enquanto os mesmos explicam as regras de um novo jogo. É sangue do sangue de nosso nobre Paladino e foi ele quem a apresentou ao fantástico mundo dos jogos há um bom tempo atrás, o que passou desde então a ser um de seus hobbys favoritos. Outros interesses: livros, cinema, séries em geral, quadrinhos, videogame, dança e batata frita.

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