ANALYSIS PARALYSIS: SOU AMIGO DO DONO

ANALYSIS PARALYSIS: SOU AMIGO DO DONO

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    SOU AMIGO DO DONO

    Coincidentemente, em um curto intervalo de tempo, dois canais que acompanho regularmente sobre board games abordaram uma questão sempre atual e polêmica: a integridade das resenhas e vídeos de determinado jogo quando fornecidos pelas empresas que o produziram. Os canais em questão foram o Dice Tower, Tom Vasel tratou o tema no Boardgame Breakfast 114, e uma edição especial (Express 10) do podcast The Secret Cabal, para mim, o melhor do mundo no gênero, com o apresentador Jamey Keagy e os convidados Rodney Smith (Watched It Played) e Marty Connell (Dice Tower). Todos estes são alguns dos nomes cujas opiniões estão entre as mais respeitadas do mundo, mas, ao mesmo tempo, são algumas das pessoas que mais ganham jogos no planeta, sejam de editoras, sejam de lojistas.

    Aqui no Brasil, dado o crescente interesse do público pelos jogos de tabuleiro, o número de jogadores explodiu e, felizmente, o de canais, sites, blogs também. Deixe-me elaborar algumas linhas quanto a isso.

    Criei o On Board, ao lado do amigo Ramon Diedrich em 4 de março de 2014. Pouco depois, novos membros se juntaram, criamos um blog, que virou um site, que gerou um canal de vídeo etc. Não conhecíamos ninguém do meio, seja editora, designer, membros famosos de fóruns, ou os haters, trolls e demais bichos exóticos da fauna social virtual. Criamos um estilo de escrita que, somado à regularidade, foi ganhando seguidores. Além das resenhas tradicionais, abrimos também colunas que tratam de jogos, mas sem falar deles diretamente, como esta, por exemplo. Ou as trilhas sonoras, entrevistas e toda uma série que se integra em nossa proposta de produzir com quantidade (muito fácil) e qualidade (sempre um desafio). Em vídeo, a mesma coisa, criamos programas diferentes do que se oferecia por aqui, nada de original, admito, apenas oferecemos alguns formatos que não se viam em Português. Em meio a isso, veio o crescimento do público, o objetivo final de toda produção artística ou cultural. E como recebemos retorno dele! Nas redes sociais, pública ou privadamente, por email, no site, no YouTube. Chegou o ponto que, infelizmente, em alguns momentos, não conseguimos atender a todos com a merecida atenção, mas sempre tentamos dar algum retorno, mesmo que tardio.

    Coloquei tudo isto, pois em um mercado pequeno como o nosso, onde um título arrasa quarteirão vem com uma tiragem máxima de poucas mil cópias, quem produz mídia fica conhecido pelo público, pelas lojas, pelas editoras, até porque neste meio todos conhecem todos e posso falar com propriedade, pois nestes vinte e quatro meses conheci muita, mas muita gente de todas as esferas de nosso hobby. Quantos que são apenas consumidores conhecem designers, donos de empresa ou ilustradores, por exemplo. Imagine quem põe o rosto na frente da câmera ou compartilha suas considerações sobre jogos em seu blog.

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    Agora só os vendidos!

    Assim como o público busca os criadores de conteúdo, as editoras e lojas os buscam também, porque querem ter suas imagens associadas às iniciativas bem vistas e, claro, querem mostrar seus produtos. O que não fica claro para muitos é como isso funciona. É justamente do respeito das empresas que vem parte da credibilidade. Quando a Galápagos Jogos me contatou pela primeira vez, um de meus primeiros contatos e foi ela quem nos procurou, aliás, foi uma conquista para o grupo que viu o esforço sendo reconhecido e seguiram-se muitas outras empresas. Quando uma editora manda um jogo para Tom Vasel ou para o Rahdo é justamente pela credibilidade que eles têm e consolidaram em anos.

    Falando em grandes nomes internacionais, tenha em mente que estes dois estão, hoje, em outro nível, primeiro, porque gravam em inglês e atingem o planeta, nós os assistimos, mas eles não nos assistirão; segundo, estão há anos na estrada e têm toneladas de material produzido e, mais importante, vivem disso, o que é fundamental para meu próximo ponto. Com campanhas anuais rentáveis no Kickstarter, ambos conseguem ter uma estrutura, seja financeira, técnica ou de agenda para produzir demais. Produzir demais significa jogar demais e jogar demais significa jogar muita coisa boa e muita porcaria. Quando algum reviewer critica pesadamente um jogo é celebrado pela sua honestidade, ousadia. Mas até isso é visto por alguns como uma maneira deliberada de manter a imagem imparcial, uma espécie de cota pré planejada para falar mal. Ah, a internet…

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    Owwnn, quem o bebê vai magoar hoje?

    Eu, no entanto, não vivo disso, sou professor, boa parte da semana dou dez aulas por dia. No tempo livre, jogo, leio manuais, escrevo e edito matérias para este site, gravo vídeos, pesquiso, faço revisões, traduções. Existem ainda outras atividades da vida pessoal, compromissos etc. Não consigo jogar tudo que quero com a frequência que gostaria e, absolutamente, não posso e não quero jogar tudo que existe seja produto final ou protótipo. Deste modo, escolho o que coloco na mesa e ainda mais o que escrevo ou gravo. Na peneira de malha fina por causa da escassez do tempo, não posso me dar o luxo de jogar as “porcarias” que caem na mão de Vasel. Isto posto, seleciono para mostrar o que mais considero que vale a pena, o que considero boas opções para incrementar as coleções ou o conhecimento dos amigos leitores. Não jogarei tudo, não divulgarei tudo, é completamente inviável e, por isso, escolho. E como tudo na vida, escolher é abrir mão de algo. Mesmo assim, em todas as dezenas e dezenas de reviews que temos aqui na seção Sobre a Mesa sempre levantamos os pontos positivos e negativos de cada título analisado, por isso prefiro análises em texto por serem mais pensadas, sem os inevitáveis lapsos do vídeo, como disse anteriormente neste outro artigo.

    Mas agora, mesmo que para uma minoria, criou-se a necessidade de falar mal para ser levado a sério. Que tal um exemplo pessoal? Sentinelas do Multiverso, jogo amado lá fora há anos, Top 200 no boardgamegeek, com dezenas de relatos positivos de quem jogou pela primeira vez nestes dias. Todos podem falar bem, mas eu, que lancei um vídeo sobre ele com a abertura “este episódio é um oferecimento Gigante Jogos”, não posso, pois sou amigo do dono da empresa. Preciso levantar defeitos que não vejo para mostrar objetividade? O que faço se sou amigos de (quase) todos os donos? E vários reviewers também são ou serão. Todos que produzem conteúdo terão de se calar na medida que seu trabalho passar a ser reconhecido sob a suspeita de favorecimento? Ainda mais em um nicho em um mercado minúsculo? Em todas as mídias, os formadores de opinião de maior destaque conhecem os responsáveis pelo que revisam. Pode ser cinema, música, culinária, literatura, automóveis. Eles frequentam os mesmos ambientes, as mesmas festas e ganham mimos. No nosso meio, isso não é diferente. Tom Vasel, Richard Ham, Rodney Smith, Joel Eddy, Lance Myxter e tantos outros conhecem todo mundo. Todo mundo! Minha análise de Sentinelas perde a validade, tudo que aprendi sobre jogos é irrelevante porque conheço Marcelo Pegado? Se você também o conhece, não quero saber sua opinião sobre Sentinelas, deve estar tão influenciada quanto a minha. Não posso mais falar de nenhum jogo da Galápagos, DEVIR, Funbox, Conclave, Gigante, Ace, Ludens Spirit, Meeple BR, New Order, Ludofy, Papaya… melhor fechar este site!

    Falar mal! Atividade de utilidade duvidosa. Vejamos. Primeiro, devo escolher algo que não gosto para mostrar para vocês. Como já disse, pouco tempo e questão de princípio, não gosto de lidar com porcaria (sentença válida para muitas coisas em minha vida). Neste tempo de hobby, aprendi a selecionar, pesquisar, escolher algo que me agrade, ou seja, de antemão, já sei uma parte do que esperar de um jogo antes de ir à mesa. Mas enfim, escolhi algo que não gosto, por questões hipotéticas. Hora de perder mais tempo escrevendo, revisando, gravando, editando para propagar a porcaria. Só de pensar na lista de afazeres que ficarão de lado em prol da porcaria já me dá nos nervos! Enfim, continuemos. Espalhei a porcaria na internet, falei mal da porcaria, critiquei a porcaria. O que acontecerá? Vislumbro vários cenários: (a) uns dirão que sou um idiota que não sabe nada porque amam a porcaria em questão, (b) outros dirão que falei mal apenas para manter a cota de credibilidade supra comentada, (c) muitos comprarão do mesmo jeito, (que bom) pois toda crítica tem sua parte subjetiva e a decisão final de compra é do consumidor. Não gosto de XCOM, por exemplo, não gosto mesmo, já falei várias vezes. E daí? Abalei as vendas da Galápagos? E quantos aí gostam dele? Jogam e
    se divertem? Ótimo! Inclusive, nos programas que citei no começo deste texto, os participantes dizem que as empresas não se incomodam se falarem bem ou mal do produto, o pior mesmo é não falar. Já aconteceu, várias vezes, de jogos detonados terem as vendas elevadas dada à curiosidade que a execração levantou! Com pouquíssimas exceções no Brasil, as empresas daqui também entendem isso do mesmo modo. Não falo e não falarei mal por falar, analiso, com calma, porque gosto de levantar os prós e contras, os pontos fortes e fracos e entender a qual perfil o jogo se destina. Mesmo com subjetividade, tento me afastar das preferências pessoas na medida do possível.

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    Quer saber o que eu acho?

    E a pergunta básica de toda esta discussão é: quanto vale a integridade e o respeito perante toda uma comunidade? Quanto vale o trabalho construído ao longo de centenas de horas de dedicação? Por quanto vale arriscar tentar se consolidar cada vez mais como um dos meios de pesquisa e informação mais queridos do público? Um jogo de 250 reais? Francamente! Imaginar isso é ser muito mesquinho, mas cada um vê o mundo sob sua própria ótica. Converse com qualquer escritor deste site, pergunte quais são as diretrizes ou limitações que coloco aos autores na função de editor-chefe. Questionar as intenções e motivações de qualquer um dos escritores daqui é, para dizer o mínimo, falta de respeito.

    O conselho final é, se me permitem a ousadia: jogadores, joguem muito, leiam muito, assistam a vídeos, de várias fontes, mas formem suas próprias opiniões em meio a tudo que absorverem. Formadores de opinião, escrevam, gravem, divulguem, filtrem o que quiserem, é seu ponto de vista, sua maneira de ver as coisas, se o canal ou blog é seu, é seu tempo que está sendo gasto e isso não pode ser reposto, nem com um “oferecimento de…” Saibam filtrar o feedback, muitos gastam alguns mil reais de seus orçamentos familiares em uma câmera, gravam com o microfone interno dela, para terem de ler comentário do tipo “o som tá ruinzinho, né?”. A imensa parte do público não sabe o quanto se coloca em dinheiro, tempo, pesquisa e energia para produzir, para oferecer informação ou pontos de vista de graça. E que os deuses os poupem se receberem algo em troca, no futuro. Vocês serão vendidos, marionetes, todo seu conhecimento esvairá pelas narinas.

    Por fim, meu conselho para os haters. Bom, haters gonna hate!

    NOTA: As opiniões dos autores da seção Analysis Paralysis são pessoais e não refletem, necessariamente, a opinião dos demais colaboradores do site.

    Lucas Andrade (Lukita ou Meistre Lucas) "O Homem que se Espalha": A mente geradora da fagulha primordial responsável pela materialização do grupo. É ou foi professor de Matemática de todas as pessoas de gerações mais novas que conhece. É presidente e provavelmente o membro mais empenhado em idealizar novos projetos, iniciativas e firmar parcerias. Tente comer durante as partidas ou amarrotar a toalha oficial das mesas e verá despertar nele um tique nervoso capaz de tirá-lo de seu estado racional. O fato de ser adepto e precursor no grupo do modo de jogo intitulado por ele mesmo "Red Lukita vs. Blue Lukita" revela um aspecto esquizofrênico de sua personalidade. Não joga à vontade sem uma trilha sonora que remeta ao jogo que estiver à mesa. Outros interesses: ópera e música clássica em geral, quadrinhos da DC Comics, esportes americanos, séries de TV, clássicos do cinema.

    21 COMENTÁRIOS

    1. É muito interessante ver a variedade de jogadores com tantos gostos diferentes e acredito que com os produtores de conteúdo, que são jogadores como todos, acontece a mesma coisa. Um acontecimento interessante, foi o fato de tudo que estava no topo da lista do Tom Vasel estarem no todo da nossa também, logo, criamos um vínculo com ele. Acreditando nisso, compramos COSMIC ENCONTER… E aconteceu que eu ODIEI o jogo (não mais que Munchkin)! É triste, mas odiei. Tenho meus argumentos contra ele, e são os mesmos do San Healey.
      Eu acho isso sensacional! Como posso odiar tanto, jogos tão amados? Como podem gostar tanto, de jogos que tanto odeio? Meu desafio como criador, é hora fazer algo que traga a maioria para a mesa e hora fazer algo para um público específico e isso é um aspecto que gosto muito nessa tarefa.

      Agora é só esperar pelos haters de Akigam!

    2. Parabéns.
      Belo texto Lukita, são pessoas como você o Jack, Igor, e outros que o Hobby chegou onde chegou.

      Vocês não levam só as informações, mas parece que estamos sentados com vocês na mesa aprendendo ou jogando juntos.

      Obrigado pelo conteúdo que vocês se dispõe a fazer para a gente.

    3. Olha Lucas assisti o vídeo até o inicio do do gameplay. E um cooperativo interesante. Por você ser amigo do Jack dono da editora do jogo. Não vejo problema, vocês colocam quase vídeos de todos os jogos lançados por aqui e tem direito de opinar ou não. Liberdade de expressão sempre. Continuem trabalhando assim que estão bem e quando o trajan vier faz um video dele também. Quero ver a tua opinião sendo o dono teu amigo ou não.

    4. Perfeito, Lucas. Você e toda a equipe do On Board fazem um trabalho impecável para o nosso fandom. Infelizmente sempre vão existir os haters.

    5. Ótimo texto como sempre Lukita. Por mais que a gente se esforce sempre alguém irá querer desmerecer o nosso trabalho. Se eu conhecesse quem fez o Arkham Horror e eu fosse escrever um review sobre ele, com certeza eu falaria bem do jogo. Assim como se eu conhecesse o dono do King of Tokyo eu falaria mal (mesmo muita gente gostando, aliás se alguem vê um video de review de uma pessoa é para saber o geral e o plus da opinião do cara, se fosse o contrario bastava ler as regras do jogo). Aposto que tem jogos que você gosta e que o Jack não gosta e vice versa. Continuem assim e sempre lembre-se. Dont feed the trolls

    6. Lukita, boa noite. Acho que a sua análise é bem correta e coerente, mas, eu não acho que neste hobby ser parcial com os jogos que aprecia é algo necessariamente nocivo à reputação sua ou do site/grupo que aprendemos a apreciar. Não faz muito tempo que vi em duas edições no Meeple Maniacs duas menções ao jogo Kings of Air and Steam. Uma delas considerando um jogo para o chamado “próximo passo” e outra considerendo-o um jogo com bom design de produção. Confesso que comprei o jogo por causa das análises que assisti e, pra minha surpresa, quando recebi a caixa me decepcionei por completo. Vi tiles muito mal cortados e que simplesmente não encaixavam perfeitamente, dinheiro de papel bem vagabundo, e dirigíveis apenas “OK”, sem nada especial. Mecânica excelente, um bom jogo, mas sem aquele crivo de “jogo com excelente custo X benefício” e com produção de encher os olhos. O jogo viu mesa uma vez e depois “pegou a pista”. Fiquei meio $¨%*# na hora mas, entendi que se trata de opinião, mera opinião. Comprei o The Gallerist por causa dos previews e dos videos do seu canal e tive uma experiência fantástica. Pra mim, o que importa é que sabemos que paira sobre o seu trabalho um aura de credibilidade e justamente por isto é que, se queremos usar as opiniões e videos e previews para acrescentar títulos a nossa coleção, temos de ler, ouvir e assistir diferentes materiais, de diferentes autores não porque achamos que este ou aquele é “amigo do dono”. Mas porque a opinião de um avaliador sobre um jogo também está ligada ao sentimento do avaliador pelo mesmo. E olha que eu também sou professor e tenho uma dificuldade enorme de corrigir provas subjetivas, quando a mesma provém de alunos que considero como “bons e interessados em aprender”. O sentimento as vezes nos faz parciais, como bons seres humanos que somos. Desta forma e finalizando, haters continuarão a existir e é até bom que existam (estamos aqui pela diversão!!!), e por outro lado, vocês são parceiros e divulgam em certos momentos as outras fontes de informação sobre os jogos e sendo assim, promovem para quem deseja, a verdadeira informação, com a pluralidade que o nosso hobby exige. Parabéns pelo trabalho!!!

    7. Devo confessar que esse senário pode amedrontar, ou pelo menos, freiar levemente o ímpeto de novos produtores de jogos como eu e outros que vem por ai, mas por outro lado, fico feliz em saber que pessoas como você, o Marcelo e outros levam nosso hooby a sério, tão a sério que não traem a propria opinião mediante pressão ou qualquer coisa negativa que apareça. O problema é que nós, produtores, empresas e editoras, muitas vezes e de forma equivocada pensamos em utilizar vosso trabalho para a divulgação do nosso produto já por ter ciência da credibilidade e experiência das pessoas, dos canais, blogs ou sites em questão. Grossamente falando, a falta de experiência de muitos, me incluo nisso, gera quase que automaticamente um desespero em querer ver seu produto na mídia, no mercado e na graça do povo, mas é esquecido que um bom trabalho, originalidade, amor e esforço já causaria isso naturalmente sem ao menos precisar pedir. O que quero dizer com esse texto enorme é que, depois de ler essa Analysis, ficarei feliz se meus jogos aparecerem por aqui, ou no Jack ou qualquer canal já consolidado em nosso meio, mas se isso não ocorrer, ficarei feliz do mesmo jeito, pois um bom trabalho é recompensado por si só é um mal trabalho tbm. Obrigado e parabéns por tudo Lukita, tem nosso apoio, com jogos de amigos ou não, seu bom trabalho é respeitado.

    8. zzzzz o mesmo papinho de “chupem haters”. faça-me o favor. tá tudo errado nessa industria. quem tem empresa (o pegado) nunca poderia fazer “review” de jogos de outras pessoas. totalmente antiético. e ainda lançam um site que é um conglomerado de pessoas envolvidas na industria pra falar bem dos jogos alheios e ganhar renome. fala muito sério leitão.

    9. Agradeço pelo seu esforço e dedicação, me sinto respeitado quando assisto aos vídeos e ouço os comentários e ponderações, acerca dos jogos apresentados. Continuo acompanhando e desejando sucesso à você…

    10. As pessoas tem que aprender uma coisa, sua opinião não necessariamente seja a verdade absoluta, mas pode ajudar a pessoa a juntar outras opiniões e ela mesmo tomar a decisão da compra de um jogo, a galera tem muita preguiça até mesmo pra ler manual, hoje em dia só de ler um manual já sei dizer se vou gostar de um jogo ou não um vídeo é um plus.Esta de parabéns, não é tudo que vai agradar todos( isso vale pra mim tb) mas os vídeos e textos são sempre parte importante pra o nosso hobby crescer.
      PS: sentinelas é muito bom quem diz que não jogo e fica de mimimi não sabe o que esta perdendo e olha que não curto jogos coops

    11. Lukita vcs estão no caminho sou novo no mundo dos boards games e ate então a maioria dos jogos que comprei foi com a opinião sua e do Jack mais compro principalmente por que gostei do jogo porque achei que seria legal para minha mesa e meu grupo, assim como vc disse que gosta de sentinelas eu por outro lado não agradei muito mais isso é que é legal gostos diferentes geram jogos diferentes e aumento de opção para diversão. Se possível gostaria de ver a possiblidade de um programa que fale sobre o jogo soccero um jogo de futebol com miniaturas e que não acho para comprar no Brasil que é o pais do futebol fica se a dica e ate mais.

    12. Parabéns pelo texto.

      A geração de conteúdo é algo muito difícil. Por inúmeras vezes já pensei em fazer um vídeo, explicar regras de um jogo que gosto, escrever uma análise, compartilhar minha visão sobre o hobby e jogos. Mas fiquei no ‘pensei’. Vocês criam conteúdo, reservam horários na semana para trazer novidades e informar as pessoas sobre as novidades.

      Sei que o ideal é agir com os trolls como haters gonna hate, mas uma crítica maldosa realmente derruba os ânimos de vez em quando. Mas você é professor e deve tirar de letra alunos e fãs do hobby te tirando do sério.

      Estão de parabéns, continuem gerando conteúdo e se um dia vier em BH, não deixarei você jogar de azul.

      Abraço!

    13. Lukita, você é um dos maiores formadores de opinião do nosso hobby meu querido e isso é fato. Os haters sobrevivem do sucesso alheio. Texto fantástico.

    14. Excelente texto. O ser humano infelizmente, quando não lapidado moralmente, tende a ser corrupto e egoísta; assim quando tal indivíduo ver um vídeo com o início ” patrocinado por….”, acaba, indubitavelmente, pensando em excretas. Claro que esse pensamento não nasce naturalmente na pessoa, ele deve que sofrer alguma causa para levar a essa consequência, acredito ser da mídia TV/Rádio o principal mecanismos para trazer essa causa, pois eles existem principalmente para gerar dinheiro, diferentemente de certos formadores de opinião na internet. Alguns são assim; cabe, aos poucos, uma mudança no modo de pensar fomentado por cada “ser” moralmente correto, como esse site. Abraço.

    15. Bom, o que eu entendi foi: Eu faço reviews de jogos, agora muitos estão fazendo…mas eu fiz primeiro…todos estão errados e eu estou certo. Eu sou o dono da bola, ninguém pode jogar mais. Se você faz um bom trabalho, dizendo que tem que dizer, sem rabo preso…blz…ótimo…não precisa atacar os outros que não o fazem, o seu bom trabalho vai se destacar do deles sem esforço. Quem fala demais dá bom dia a cavalo.

    16. O trabalho deste (e tbm de outros) site que trata de board game é realmente incrível, vc’s todos estão de parabéns pela dedicação. Imagino o quão difícil é trabalhar com educação e com o site. Já fui professor, pra quem não sabe, esta é uma profissão muito cansativa, mentalmente falando, é necessário planejar as aulas com antecedência, cumprir os cronogramas, corrigir provas… continuamente! E vc´s conseguem produzir conteúdo em quantidade, qualidade e variedade impressionante. Parabéns!

      Agora um depoimento: Não comprei Xcom devido as opiniões negativas suas lucas e do Jack Explicador num meeple maniacs (“Muito barulho por nada” era o top 5 daquele programa) eis que minha esposa resolve me presentear com um jogo e adivinhem só… Ganhei um Xcom!!! E adorei o jogo!!!!!!!!! (ela tbm gostou, pra surpresa dela própria). Aprendi uma lição com esse caso, mas deixo para quem ler este comentário refletir sobre esta questão formadores de opinião vs nossa própria opinião.

      Obs.: quase cai da cadeira (ou do sofá) quando vi o review do Jack (eu já o tinha ganhado o jogo de minha esposa) em seu canal… onde ele RECOMENDA Xcom!!!!! (eu assistia o vídeo e vinha na minha mente a frase dele no Meeple Maniacs aos 01:33:29s “É isso mesmo Lucas, na verdade aquele aplicativo é um timer né, cara? É um cronometro. Minha grande decepção com Xcom tbm foi essa… assim… tanto faz o que vc fizer, o que vai decidir é a sorte no dado…”. Foi devido essa frase que desisti do jogo e quando o ganhei, nossa, que arrependimento de não ter seguido minha intuição! Bom falei desse episódio pq achei relevante mostrar opiniões são válidas e, principalmente, os formadores de opinião tbm podem mudar de opinião, como nos mostrou o Jack Explicador em relação ao Xcom, achei muito interessante.

    17. Eu não suporto Dixit! E mesmo não sendo famoso tenho que dizer isso baixinho, simplesmente para não ofender o dono do jogo ou o restante da galera que está curtindo. Tampouco faço propaganda contra o jogo. Por isso, uso a máxima que aprendi contigo e que levo à mesa: “nem todo jogo foi feito pra mim”.

    18. Belo texto Lukita. Nosso hobby cresce graças a pessoas como você, Jack e os demais que vem surgindo no mercado com material criativo, e bom conteúdo. Vocês só tem a acrescentar. E, por fim, “Haters gonna hate”.
      Grande abraço

    19. Sigo vários youtubers , mas considero o Lukita e o Jack os melhores pois além de darem opiniões, mostram o gameplay e é através desses gameplays que tiro as minhas conclusões. E como diria a minha Avó, gosto é igual a bunda; cada um tem a sua !!!
      O que mais curto no Lukita é a paixão pelos Boardgames, isso é muito evidente nos seus textos e nos videos.
      Haters temos em toda parte, e muito, mas muito mais quando estão escondidos atrás de uma tela e um teclado.

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