Tá na Mesa

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mara2

Dando continuidade às indicações de jogos modernos para se jogar com crianças, trago nessa segunda parte os jogos da Funbox, Conclave, Devir, Ace Studios, Fire On Board, PaperGames, Ludofy, Copag e MS Jogos. Se você ainda não leu a primeira parte, veja aqui.

FUNBOX começou como uma ludolocadora, situada na cidade de São Paulo. Uma nova empresa foi criada para se dedicar exclusivamente à edição de jogos, não só trazendo de fora, mas também valorizando jogos nacionais. Eles têm diversos jogos pequenos de cartas que são excelentes e não são caros. Na maior parte dos jogos, a idade recomendada na caixa é 14 anos, mas acredito que isso tenha mais a ver com questões da legislação no Brasil do que com a idade possível de se jogar.

COOK-OFF – Jogo nacional criado pelo Luis Francisco. Infelizmente o jogo está esgotado, mas pode ser possível encontrar pessoas vendendo. A princípio o jogo é para 4 a 6 pessoas, mas eu joguei a maior parte das vezes em 3. O tema atrai as crianças e elas se divertem principalmente sabotando a cozinha dos outros jogadores. Claro que ao jogar com as duas eu preciso dosar as sabotagens e distribuir entre elas para não haver favoritismo. A idade sugerida é a partir de 14 anos, mas é possível jogar com crianças a partir de 7 ou 8 anos.

COUP – Jogo de blefe com cartas. Ainda que seja um pouco difícil para as crianças blefarem, elas vão aprendendo e o jogo vai se tornando muito interessante. Não deveria ser um jogo para elas gostarem, mas é um sucesso aqui em casa. No início elas pegavam o jogo e jogavam as duas sozinhas. O interessante é que a sobrinha da minha amiga (a mesma do Elder Sign) também adora esse jogo. A idade sugerida é a partir de 14 anos, mas com uns 8 anos já é possível jogar.

METROCITY – É outro jogo de cartas de 2 a 4 jogadores. Jogamos apenas em uma ocasião em conjunto com meu pai. A experiência foi bem positiva. As meninas só tiveram um pouco de dificuldade com relação aos objetivos individuais, mas acredito que com mais partidas isso deixe de ser um problema.  A idade sugerida é a partir de 10 anos, mas com uns 8 anos já é possível jogar.

ASCENSION Este é o segundo jogo de deckbuilding jogado pela Dora e o primeiro da Nina (antes dele eu joguei o Dominion com a Dora). Elas aprenderam a mecânica com facilidade e gostaram de jogar. A idade sugerida é a partir de 13 anos, mas com uns 8 anos já é possível jogar.

QUARTZ Jogo do designer brasileiro Sérgio Halaban. Sucesso absoluto aqui em casa. Jogamos muitas partidas com meus pais e minha irmã. Muito divertido, mesmo com as cartas de ferrar outro jogador. As duas levaram isso na boa, mesmo porque eu acabo sendo a maior vítima das cartas, principalmente da “Opa! Esse cristal não é meu”!! A idade sugerida é a partir de 14 anos, mas com uns 8 anos já é possível jogar.

FLASH POINT Esse é um jogo cooperativo, onde os jogadores assumem os papeis de bombeiros que devem apagar o fogo de um edifício e retirar as pessoas de dentro a salvas. Por si só o tema já é interessante. O fato de ser cooperativo é mais um fator que conta muito aqui em casa. Jogamos algumas partidas no modo família e nos divertimos muito. A idade sugerida é a partir de 10 anos, mas com uns 8 já é possível jogar.

Além desses, tem outros jogos que já foram lançados pela FUNBOX, mas eu ainda não tive oportunidade de jogar com as minhas filhas, como o EMBOSCADA, BULLFROGS, MATRYOSHKA, SUGAR GLIDERS e TIDES OF TIME. Outros jogos ainda estão para serem lançados e estou de olho no Mehinaku e no Imperial Settlers.
Além da Funbox, outra editora/distribuidora de jogos que tem se destacado e trazido jogos bem interessantes é a CONCLAVE. Dos jogos que eles já lançaram, destaco três que fizeram muito sucesso em casa.

DOMINION – o jogo de cartas que inovou com a mecânica de deck building. Depois dele vieram jogos como o Ascension, Thunderstone entre outros. Ele tem uma infinidade de tipos de cartas (se levarmos em conta todas as expansões já lançadas – lá fora somente por enquanto), enquanto são usadas apenas 10 dos 25 tipos (que vem no jogo básico). O jogo é dinâmico, rápido, e como tem infinitas combinações de tipos de cartas cada jogo é diferente do outro. Esse foi um jogo que fiz questão de pagar mais caro e comprar aqui no Brasil para poder jogar com as minhas filhas, dado a dependência do idioma. Definitivamente não me arrependi, ainda que não tenha jogado tanto quanto gostaria. A idade sugerida é a partir de 13 anos, mas com uns 8 anos já é possível jogar.

CAMEL UP – Foi o ganhador do Spiel des Jahres de 2014. No início eu não dava nada para o jogo, mas acabei comprando e todo mundo adorou aqui em casa. É um jogo de corrida de camelos, onde nós somos os apostadores. O jogo é dinâmico, e a cada rodada a posição dos camelos muda e muitas vezes chegamos na última rodada com vários podendo ser os ganhadores. Os jogadores podem fazer apostas intermediárias, que vão gerando dividendos e apostas globais, indicando o camelo que eles acham que vai vencer e o que vai ficar em último. A idade sugerida é a partir de 8 anos.

SEGUNDÓN Ganhamos o jogo num sorteio. A priori esse não é o tipo de jogo que me atrai, mas jogamos em casa com meus pais e foi bem divertido. O jogo é completamente caótico e o fato do vencedor ser aquele que fica em segundo, qualquer estratégia é pura especulação! O jogo depende mesmo da sorte. A idade sugerida é a partir de 8 anos.

A Conclave também trouxe os jogos Keyflower, Mexica, Survive, Dungeon Twister, CV e o Fruit Salad, este último sendo para crianças a partir de 6 anos. Acredito que desses, tanto o Survive quanto o Dungeon Twister são possíveis de serem jogados com as crianças. Recentemente foi anunciada a parceria da Conclave com a Haba, grande empresa de jogos infantis. Fiquem de olho porque os jogos deles são muito interessantes, principalmente para crianças mais novas.

A DEVIR também tem trazido muito jogos interessantes, vários inclusive voltados para o público infantil.

CARCASSONNE – Jogo lançado anteriormente pela GROW, agora com a Devir. Um excelente jogo para iniciantes e crianças. Ao jogar com as minhas filhas, senti que a alocação de fazendeiros nos campos ainda pode ser difícil. Em geral elas me imitavam, colocando seus fazendeiros quando eu o fazia. Uma dica é não utilizar essa regra no início, e deixar as crianças se acostumarem com o jogo para depois introduzir mais essa regra. A idade sugerida é a partir de 8 anos.

ESCADAS ASSOMBRADAS Jogo para crianças, bem simples e divertido. Talvez para as minhas filhas ele já seja muito infantil. Jogamos algumas vezes, mas percebi que elas enjoaram logo. O jogo é para até 4 jogadores e a trilha é bem curta. Provavelmente seria mais divertido (e caótico) se possibilitasse mais jogadores. A idade sugerida é a partir de 4 anos.

EXPLORADORES Excelente jogo para duas pessoas. Bem interessante para as crianças lidarem com números. Perdi muitas vezes tanto para uma quanto para outra, mas principalmente da mais nova. Em geral ela tem uma “estratégia” kamikaze de ir abrindo várias expedições, o que muitas vezes acaba dando certo e conseguem não fazer pontos negativos. Claro que eu sempre procuro lembrá-las de ter certeza antes de iniciar uma nova expedição, se terão condições de abaixar cartas, principalmente do meio do jogo para o final. Nem sempre elas conseguem perceber que a quantidade de rodadas faltantes não será suficiente para abaixar todas as cartas que elas querem. A idade sugerida é a partir de 10 anos, mas é possível jogar a partir de uns 8 anos.

PANDEMIC Excelente jogo cooperativo, mas bem difícil de ganhar, mesmo no modo mais fácil. Pelo menos essa era a minha impressão nas partidas que fiz com meus amigos. Joguei o Pandemic com a minha mais velha pela primeira vez e conseguimos ganhar sem muita dificuldade (não entendi nada!). Tentei ao máximo envolvê-la nas decisões, deixá-la decidir o que gostaria de fazer, mas confesso que ainda é difícil não influenciar demasiadamente nas jogadas. De qualquer forma foi uma experiência positiva, e a Dora gostou bastante do jogo. A idade sugerida é a partir de 10 anos.

LORD OF THE RINGS – Outro jogo cooperativo que joguei com a Dora no embalo do Pandemic. Ele foi lançado há um bom tempo atrás pela Devir, inclusive tendo vindo uma edição em espanhol. Como a minha edição é em inglês, algumas vezes eu precisava olhar as cartas da Dora para lhe dizer o que faziam, o que a priori não está correto pelas regras. Embora seja um jogo cooperativo, os jogadores não devem compartilhar entre si as cartas. De qualquer forma o jogo fluiu bem, com as ressalves já feitas anteriormente com relação à jogos cooperativos. A idade sugerida é a partir de 8 anos.

STONE AGE Jogo de alocação de trabalhadores A primeira experiência das minhas filhas com esse tipo de mecânica foi com o Pillars of the Earth, e a experiência foi bem positiva. Não só elas gostaram de jogar, como entenderam a dinâmica do jogo. Em função do que eu já tinha ouvido e lido sobre o Stone Age eu esperava ser um jogo mais simples do que o Pillars. Como elas tinham experiência anterior, eu não esperava que com esse jogo elas fossem ter dificuldade. Está certo que jogamos apenas uma vez, mas eu achei que para elas foi mais difícil, principalmente para pontuar com as cartas. De qualquer forma, esse é um jogo excelente, e espero ter mais oportunidades de jogar com as minhas filhas. A idade sugerida é a partir de 10 anos, mas dependendo da experiência da criança com outros jogos do tipo é possível começa antes.

CARCASSONNE MARES DO SUL Versão modificada do Carcassonne original, com um tema diferente e regras novas. Eu particularmente gostei bastante desse novo modo de jogar Carcassonne, onde é preciso pegar os recursos para então trocar no mercado e fazer pontos. Jogamos apenas 2 vezes, e senti que nesse início elas tiveram dificuldade de engrenar as trocas no mercado, talvez por terem o Carcassonne original na cabeça. A idade sugerida é a partir de 8 anos.

SENTINELAS DO MULTIVERSO Lançado pela GIGANTE JOGOS e distribuído pela DEVIR, esse foi um jogo muito esperado por mim. Por ser cooperativo e pelo tema envolver super heróis (em alta aqui em casa por causa do universo Marvel) eu achava que faria sucesso. Jogamos apenas uma vez, Dora e eu. Não sei se foi a ocasião, ou se o jogo realmente é mais difícil, mas infelizmente a Dora não se empolgou. Não temos o costume de jogar jogos com muito texto, então é possível que esse tenha sido o principal problema. De alguma forma ela ficou com preguiça de ficar lendo. Mas ainda tenho esperança de jogar com elas. A idade sugerida é a partir de 8 anos.

A Devir trouxe outros jogos também, que ainda não jogamos, mas acredito ser possível jogar com as crianças com tranquilidade, como A Ilha Proibida (cooperativo), Robô Ricochete, Gardens, Terra, Star Realms (deckbuilding), Volta ao mundo em 80 Dias, Genial, Agricola, Marvel Dice Master e os específicos para crianças como A Lebre e a Tartaruga, A Troupe dos Porquinhos e Dino Race. E claro, aguardo ansiosamente o dia em que poderei jogar Twilight Struggle com uma das duas.

ACE STUDIO – Fundada pelo designer de Warzoo, Fel Barros, já tem 4 jogos lançados pela ACE, e o quinto jogo, Space Cantina está para sair agora em novembro após uma campanha de financiamento coletivo muito bem sucedida.

ENCANTADOS Definitivamente o meu jogo preferido dos últimos tempos. Fez muito sucesso em casa e já rendeu muitas partidas. A sobrinha da minha amiga também se apaixonou pelo jogo e já jogamos todas juntas algumas vezes. Encantados pode ser jogado individualmente ou em duas ou três duplas. Individualmente o jogo é bem legal, mas em dupla ele fica ainda melhor. As meninas curtiram muito jogar em dupla, principalmente com outra criança. Divertidíssimo ver as duplas mirins combinando o que fazer, as cartas a serem trocadas e as “estratégias” a serem seguidas. A idade sugerida é a partir de 10 anos, mas com uns 8 anos já é possível jogar.

A ACE lançou outros dois jogos que eu tenho mas ainda não conseguimos jogar em casa: SAPOTAGEM e GEKIDO. Mas com certeza é possível jogar com as crianças, especialmente o GEKIDO. Quanto ao SPACE CANTINA, estou aguardando ansiosamente a sua chegada para jogarmos em casa. Acredito que fará sucesso.

FIRE ON BOARD – No momento eles têm quatro jogos no mercado e mais dois para chegar em breve. Dos já lançados eu destaco dois deles, que a princípio não são para crianças.

VILLAGE Mais um jogo de alocação de trabalhadores. Jogamos em casa em uma ocasião, mas para falar a verdade, já foram tantos jogos que não consigo me lembrar como foi a experiência. Mas como elas já tiveram contato com essa mecânica anteriormente, com certeza é um jogo passível de ser jogado. A idade sugerida é a partir de 12 anos, mas é possível começar mais cedo, por volta dos 9, 10 anos.

THE GALLERIST Assim como o Village, The Gallerist é um jogo de alocação de trabalhadores. O jogo é muito bonito, o design chama a atenção e enche os olhos de quem o vê. Eu estava com o jogo aberto pronto para uma partida solo, quando a Dora pediu para jogar. Fiquei em dúvida se daria certo, mas resolvi experimentar. Além de nós duas, meu pai também jogou conosco. De início, eu estava indo bem, conseguindo manter uma boa quantidade de dinheiro, só que não fui muito feliz em algumas aquisições, o que prejudicou na hora de conseguir completar os objetivos. Já a Dora, em certo momento estava com falta de dinheiro, inclusive não conseguindo identificar como fazê-lo. Eu dei algumas dicas e a partir dai ela deslanchou, completou mais objetivos do que eu e ganhou o jogo (inclusive fez questão de ganhar o leilão final para poder escolher a obra de arte que completava um dos objetivos). Claro que se eu não a ajudasse, ela não teria conseguido evoluir, e isso poderia ter feito o jogo ficar maçante para ela. De qualquer forma ela foi capaz de absorver as regras, mirar nos objetivos e aguentar por volta de 2 horas jogando o mesmo jogo. A idade sugerida é a partir de 12 anos, mas vai da experiência da criança com outros jogos de tabuleiro.

PARADE Um dos próximos lançamentos da FIRE ON BOARD é um jogo de cartas bem simples, com o tema de Alice no País das Maravilhas. Eu comprei o jogo em minha última viagem e jogamos há pouco tempo. O jogo é bem interessante, requer atenção às cartas que os oponentes estão colecionando para tentar fazer a menor pontuação possível.  A idade sugerida é a partir de 12 anos, mas é possível jogar com crianças a partir de 8 anos.

A PAPER GAMES lançou recentemente o FLIP CITY e o RED 7 e está para sair o ISLE OF SKY. Eu tenho somente o Flip City, e definitivamente é possível se jogar com as crianças, ainda que eu não tenha jogado com as minhas filhas.

LUDOFY – Rafael Verri começou lançando títulos de sua autoria e agora vem lançando jogos de fora e de outros designers brasileiros.

PATCHWORK recém-lançado no Brasil, jogo número 1 na lista de abstratos pelo site Boardgamegeek. Não tive a oportunidade de jogar, mas tenho certeza que esse deve ser um jogo bem interessante para se jogar com crianças, pela questão espacial proporcionada pelas peças de retalho que vão se encaixando umas nas outras. A idade sugerida é a partir de 8 anos.

CAVERNA Este jogo foi anunciado para 2017. Entra no mesmo grupo de jogos como Puerto Rico e The Gallerist, por serem bem mais elaborados. Iniciei uma partida com a Dora e a Nina que não foi finalizada, pois elas perderam o interesse em determinado momento. Em outra oportunidade, a Dora jogou novamente, comigo e mais dois amigos. Esses dois amigos têm experiência com jogos, mas era a primeira partida de Caverna deles. A Dora teve a paciência de jogar por mais de 2 horas e ficou em segundo lugar. Então acredito que ela tenha conseguido absorver as regras e estava interessada. Creio essa ser a chave para que as crianças consigam jogar jogos mais elaborados. Em certo momento algum pode funcionar, em outro nem tanto, por isso é preciso ter paciência com elas e escolher momentos em que as crianças realmente estejam a fim de jogar para sugerir jogos como este. A idade sugerida é a partir de 12 anos, mas vai da experiência da criança com outros jogos de tabuleiro.

A MS JOGOS, do designer brasileiro Marcos Macri já tem 8 jogos lançados. Gostaria de destacar o que eu tenho e que comprei especialmente para as minhas filhas:

DOGS – Jogamos pela primeira vez em um evento. Dessa vez estávamos somente nós três. De cara o tema agrada às crianças, por ter cachorros, e na segunda edição alguns outros animais. Elas pegaram as regras com tranquilidade, e eu e a Dora fomos arrasadas pela Nina, que ganhou sem nenhuma dificuldade. Na ocasião o jogo estava esgotado, mas assim que foi relançada a primeira edição (somente com cachorros) eu comprei. A idade sugerida é a partir de 10 anos, mas é possível jogar com crianças a partir de 8 anos.

Como não conheço outros jogos do Macri, com exceção do OVNI, por isso não tenho como dizer quais poderiam ser jogados com crianças. Diante da quantidade de jogos que temos ainda não consegui experimentar jogar com elas o OVNI, mas acredito que seja possível.

Por fim, tem a COPAG, conhecida pela venda de baralhos. Existem dois jogos que valem a pena serem citados aqui:

SET Infelizmente o jogo está esgotado. Não consegui achar para comprar aqui no Brasil, mas não poderia deixar de falar dele, pois é um excelente jogo de cartas, muito educativo. O jogo consiste em identificar um determinado conjunto de 3 cartas dentre as 12 disponíveis na mesa. As cartas têm desenhos com 4 características diferentes: 3 formas, em 3 cores, 3 preenchimentos e 3 quantidades diferentes em todas as combinações possíveis. Para um conjunto (Set) ser válido ele precisa ter para cada tipo de característica todas iguais ou todas diferentes. Incrível como as crianças pegam rápido o esquema e ficam cada vez melhores, mas nesse jogo elas vão ter que rebolar para ganhar da mãe!

HALLI GALLI Jogo bem infantil, mas muito divertido. As cartas tem desenhos de 4 tipos de frutas, que variam de 1 até 5 unidades por carta. Cada jogador abre uma carta na sua vez, e se houver na mesa exatamente 5 unidades de qualquer fruta, aquele que bater primeiro no sino no meio da mesa fica com as cartas. Quem ficar sem nenhuma sai, e o vencedor é o último a permanecer. O jogo é caótico, as crianças se empolgam e se divertem muito. Vale a pena a distração. Não necessariamente um jogo moderno, mas como jogamos recentemente e foi um sucesso, achei interessante inseri-lo na lista, pois foge dos jogos tradicionais e funciona como um perfeito filler.

ECO FLUXX – Jogo de cartas impresso pela COPAG, mas editado pelo Centro Cultural Explore Cultura. Mais um jogo da família Fluxx com o tema “meio ambiente”. O jogo começa com apenas duas regras: compre uma carta e baixe uma carta. Conforme o jogo vai evoluindo, novas regras vão surgindo, deixando-o muitas vezes caótico e muito divertido. As partidas podem ser bem rápidas, ou demorar mais. Como cada jogo depende da combinação de regras que vão sendo abaixadas, ele é bem dinâmico e cada jogo pode ser bem diferente do outro. Aqui em casa fez muito sucesso. Definitivamente recomendo para jogar com as crianças. A idade sugerida é a partir de 8 anos.

Bom, deu para perceber que não faltam opções de jogos de tabuleiro moderno sendo vendidos no Brasil. Nesses últimos dois anos houve um boom no mercado interno. E tem muita coisa ainda para vir. Várias outras editoras estão aparecendo, e trazendo jogos muito interessantes. Parece que toda a semana tem anúncio de um novo jogo.

E ai, o que vocês têm jogado com seus filhos, sobrinhos, netos, enteados? Quais as dificuldades encontradas? Dos jogos somente mencionados, quais vocês tiveram boas experiências e podem indicar também? Deixem seus comentários!

Agora não tem desculpa, escolha alguns e coloque a criançada para jogar!!!!!

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criancas1

Com frequência tenho me deparado com pedidos de dicas de jogos para crianças nos grupos do Facebook. Sempre que possível, procuro responder dando algumas dicas em função da minha experiência com as minhas filhas.

Elas têm hoje 9 e 11 anos, mas conhecem os jogos modernos desde os 6 anos e meio e 8 anos e meio. Antes disso, jogávamos os jogos tradicionais que encontramos em todas as lojas de brinquedos: Cara a Cara, Clue Jr., Monopoly Jr., Candy Land, Jogo da Mesada e tantos outros. Acho que esse início foi importante, afinal são jogos que todas as crianças têm e na escola ou na casa dos amigos são esses os disponíveis. Independentemente do jogo, o mais importante é se criar o hábito, ensinar as regras às crianças, o fato de que nem sempre se ganha e saber se comportar quando isso acontece. Quando, finalmente, comecei a comprar jogos modernos, minhas escolhas de jogos a serem adquiridos sempre foram pensando em quais eu poderia jogar com elas, independentemente da indicação de idade sugerida. Jogos com poucas regras, sem dependência de idioma, temas interessantes e que eu pudesse jogar com meus amigos também.

No artigo de hoje, elaborei uma lista dos jogos que considero interessantes para serem jogados com as crianças. Considerei tanto jogos específicos para o público infantil quanto para os adultos e que podem ser jogados pelos pequenos. Listei somente os jogos lançados aqui no Brasil. Alguns deles podem não estar disponíveis no mercado atualmente, mas é possível encontrar para vender de particulares. Para uma melhor organização, os jogos estão separados por editora.

A princípio eu tinha pensado em fazer um resumo de como é cada jogo, mas acredito que a maioria dos leitores daqui já tenha esse conhecimento. Por isso procurarei discorrer brevemente sobre como foi jogar com as minhas filhas. Somente quando acabei de escrever o texto completo que consegui ter a dimensão do volume de jogos já lançados. Ao todo foram 50 indicações de jogos que joguei com as minhas filhas e mais 39 jogos que ainda não tivemos a oportunidade de jogar. Por isso dividimos esse artigo em duas partes. Nessa primeira, listo os jogos da Grow e da Galápagos Jogos.

Apesar da GROW não ser uma editora exclusivamente de jogos modernos, ela tem lançado alguns clássicos, que são ótimos para iniciantes, crianças e adultos.

COLONIZADORES DE CATAN – Esse foi o primeiro jogo moderno que as minhas filhas jogaram, ainda quando tinham 6 e 8 anos. Definitivamente, no início, a dinâmica das trocas é totalmente diferente se jogado com adultos. Dificilmente é possível dizer não para trocar alguma carta com elas (ainda mais quando o avô está na partida!). Claro que nos momentos de escassez de algum tipo de matéria-prima para todos os jogadores elas têm que entender e respeitar se alguém não quiser trocar. A mais velha logo percebeu o benefício de se ter mais cartas de cavaleiro para ganhar o bônus de 2 pontos de vitória. A idade sugerida é a partir de 10 anos, mas conforme falei acima, minha filha mais nova começou a jogar quando tinha 6 anos e meio.

AVE CAESAR Jogo comentado em minha segunda coluna aqui no Meeple Maniacs, Maratona de Domingo. A idade sugerida é a partir de 12 anos, mas acredito que com 8 ou até menos já é possível jogar.

PUERTO RICO Puerto Rico já é um jogo um pouco mais elaborado, mas crianças mais velhas e que já tenham experiência com outros jogos modernos podem dar conta de jogar. Talvez a grande dificuldade dos adultos ao jogarem com as crianças é não se aproveitar demais das escolhas de funções feitas por elas. Em Puerto Rico a escolha de uma função pesa demais na estratégia dos jogadores e de início as crianças não terão condições de avaliar qual a melhor opção a se escolher, que lhe beneficie e não ajude demais os jogadores seguintes, em especial ao que está à sua esquerda. A idade sugerida é a partir de 12 anos, mas vai da experiência da criança com outros jogos de tabuleiro.

TESOURO INCA Dos renomados designers de jogos, Bruno Faidutti e Alan R. Moon, Tesouro Inca é um jogo bem simples, de “press your luck” (force a sua sorte). O jogo é divertido, pode ser jogado com as crianças, mas não fez tanto sucesso aqui em casa. A idade sugerida é a partir de 8 anos, mas é possível se jogar com menos.

COLORETTO Jogo de cartas sempre fazem sucesso. Apesar de termos jogado poucas vezes, é um jogo bem interessante, e o preço ultra acessível é definitivamente um bônus. A idade sugerida é a partir de 8 anos, mas é possível se jogar com menos.

A GROW também lançou o jogo RUMMIKUB, que eu só ouvi coisas interessantes a respeito, mas nunca joguei e nem as meninas. O que me chamou a atenção nesse jogo é ele ser muito parecido com mexe-mexe (jogo de cartas) que sempre gostei de jogar. Além de lidar com números, que é sempre interessante para as crianças aprenderem brincando.

GALÁPAGOS JOGOS é hoje a maior editora de jogos modernos no Brasil, com a incrível coleção de mais de 50 jogos lançados. Listo alguns abaixo que tenho na minha coleção e são ótimos para jogar com as crianças, e com os amigos. Alguns deles se encontram esgotados, mas é possível encontrar em algumas lojas ou com vendedores particulares.

TICKET TO RIDE – Por enquanto foi lançado no Brasil o TTR com o mapa dos Estados Unidos/Canadá, a Edição de Aniversário e o TTR Europa, particularmente o meu favorito. Esse foi o terceiro jogo que apresentei às meninas. Um jogo simples, divertido para a família toda. Crianças a partir de 6 anos já tem condição de jogar, mas provavelmente precisarão da ajuda de um adulto para lhes mostrar as rotas dos objetivos. Aqui em casa foi assim. A Nina tinha 6 anos e meio quando começamos a jogar, e além da idade, o perfil dela pedia uma ajuda a mais não só para mostrar as rotas, mas também lembrar durante a partida os trechos que precisavam ser conquistados. Inevitavelmente minhas próprias rotas eram afetadas, pois sabendo das dela eu evitava prejudicá-la. Outra dica que sugiro ao jogar com as crianças é ficar com todos os objetivos, não descartando nenhum. Até hoje eu jogo dessa forma, impondo uma dificuldade a mais para mim. Já tive inclusive oportunidade de jogar com filhos de amigos que não tem a vivência com jogos modernos e foi um sucesso. A idade sugerida é a partir de 8 anos, mas conforme coloquei acima, é possível começar antes, entre 6 e 7 anos.

7 WONDERS – Esse foi o segundo jogo moderno que minhas filhas jogaram. Adquiri 7 Wonders em janeiro de 2014 em conjunto com diversos outros jogos. Vários deles escolhidos para jogar tanto com elas quanto com os amigos. Eu comentei sobre ele em minha segunda coluna, Maratona de Domingo. Vale a pena ler as minhas impressões. A idade sugerida é a partir de 10 anos, mas é possível começar antes, entre 6 e 7 anos, como a minha filha mais nova.

LOVE LETTER – Jogo de cartas, para até 4 pessoas, rápido e divertido. As minhas filhas adoram, e acredito que esse seja de longe o jogo que mais jogamos aqui em casa. Dá para levar em qualquer lugar (restaurante, avião, carro). No momento ele está esgotado, mas eu cheguei a dar vários de presente de aniversário para amigos das minhas filhas. A única ressalva que eu faço é quanto ao manual que achei bem mal escrito. A idade sugerida é a partir de 10 anos, mas acredito que crianças de uns 7 anos de idade possam jogar também.

TIMELINE – Jogo de cartas de 2 à 8 jogadores. O jogo é bem interessante, e crianças de 8 anos já podem jogar. É possível mostrar à elas como fazer associações conforme o desenho, ou com outros eventos para tentar descobrir a data aproximada. No momento o Timeline foi lançado com dois temas diferentes, diversidades e invenções. A mistura entre crianças e adultos pode num primeiro momento parecer desleal, mas não se enganem, porque eu já perdi diversas partidas para minhas filhas. (e olha que eu não sou tão ruim assim não!). Já perdi a conta de quantas unidades de Timeline eu já comprei para dar de presente. A idade sugerida é a partir de 8 anos.

HISTÓRIAS – Mais um jogo de cartas, onde cada uma tem uma imagem diferente em cada um dos lados. O jogo tem uns quatro modos diferentes para se jogar, todos envolvendo criação de histórias, seja em grupo, seja individualmente. Excelente para crianças de todas as idades, principalmente no que diz respeito à imaginação. Aqui jogamos poucas vezes, por estarmos apenas em 3. Acredito que com mais crianças o jogo fique mais divertido. Como ele é totalmente visual, mesmo as crianças pequenas podem jogar. A idade sugerida é a partir de 8 anos, mas definitivamente é possível jogar com qualquer criança que já tenha um certo vocabulário. Pode, inclusive, ser uma forma de ensinar às crianças novas palavras.

HANABI – Recebeu o conceituado prêmio Spiel des Jahres de 2013 (melhor jogo do ano), do mesmo designer de 7 Wonders, Antoine Bauza. Outro jogo de cartas, mas dessa vez é um jogo cooperativo. A ser jogado por 2 a 5 jogadores. O jogo não é fácil, mas o conceito de jogo cooperativo é excelente para crianças, e tira um pouco as crises que por ventura possam ocorrer quando alguém perde. Só não tente levar muito a sério o jogo, porque inevitavelmente as cartas caem daquelas mãos pequenas e gordinhas (algumas vezes sem querer, outras propositalmente!) revelando informações para quem não devia saber. A idade sugerida é a partir de 8 anos.

KING OF TOKYO – Um ótimo party game, super divertido. Esse foi o primeiro jogo que eu tive a felicidade de ver as duas jogando sozinhas por livre escolha. Detalhe, a nossa cópia é em inglês, pois comprei um pouco antes da Galápagos lançar no Brasil. Então elas vinham me perguntar o que estava escrito nas cartas, mas às vezes já deduziam por se lembrarem delas em jogos anteriores (não necessariamente da forma correta!). Ele pode causar certo incômodo porque ele tem eliminação de jogadores, principalmente se a partida se estender muito após a eliminação de uma criança. A solução pode ser chamá-la para jogar junto com alguém, afinal, a intenção de se jogar é para todos participarem. A idade sugerida é a partir de 8 anos.

DIXIT – Eu particularmente não gosto muito desse jogo, pois em geral ou sou muito óbvia, ou muito obscura, o que não é nada bom. Mas aguardo uma oportunidade para jogar com as minhas filhas, pois acredito que possa ser bem interessante para elas. A idade sugerida é a partir de 8 anos.

DOBBLE Lançado recentemente, é um jogo voltado para o público infantil. Jogamos algumas vezes nesse último mês, inclusive com outras crianças também. O jogo é bem divertido. Só não comprei ainda porque achei o preço um pouco salgado para um jogo tão simples e pequeno. E não estou reclamando do preço do Brasil não, porque na Europa estava o mesmo preço daqui. A idade sugerida é a partir de 7 anos, mas crianças menores de 4 ou5 anos podem jogar.

SMALL WORLD Mais um jogo que comprei pensando em jogar com as minhas filhas. A mais velha foi quem mais gostou. É um jogo interessante para as crianças começarem a tomar contato com a mecânica de controle de área sem ser demasiadamente estratégico. Faço um paralelo aqui com o El Grande, que também se utiliza dessa mesma mecânica e nesse caso a idade faz diferença sim, ao contrário do Small World onde é possível elas ganharem. O Small World tem regras simples, e a diversidade de combinações dos diferentes personagens e habilidades torna não só o jogo dinâmico, como a escolha dos personagens pode ser um fator determinante na vitória do jogador. Talvez as maiores dificuldades sejam exatamente essa da escolha do personagem e o momento de se entrar em declínio. A idade sugerida é a partir de 8 anos.

SPLENDOR Jogo muito badalado na ocasião da sua indicação ao Spiel des Jahres em 2014, mas acabou perdendo para o Camel Up. Eu gostei de cara da ideia do jogo e o fato de não depender do idioma foi um fator determinante para comprá-lo, dado que na ocasião ainda não tinha sido lançado pela Galápagos aqui no Brasil. De fato foi uma ótima aquisição, pois as meninas gostaram de jogar e não houve nenhuma dificuldade. A não ser pelo modo peculiar da Nina jogar, ao reservar cartas de nível 3 muito no início e ficar segurando as pedras preciosas necessárias sem antes desenvolver as mais fáceis. Obviamente acaba afetando o jogo de todos, pois algumas vezes ficamos com uma menor oferta de certa pedra preciosa. A idade sugerida é a partir de 10 anos, mas é possível jogar com crianças já a partir de 8 anos.

TAKENOKOAs ilustrações, o tema, as pecinhas e miniaturas definitivamente chamam a atenção de qualquer criança. Aqui em casa não foi diferente, embora no início elas não tenham se empolgado tanto como eu esperava. As regras são simples (só não posso ensinar errado, ops!) e o tabuleiro do jogador foi muito bem pensado, mas ainda assim não foi um jogo que elas tenham se destacado. Na maioria das vezes eu fiquei em primeiro, mas ainda não consegui identificar qual seria a dificuldade delas. A idade sugerida é a partir de 8 anos.

TOKAIDO Jogamos Tokaido pela primeira vez num encontro de jogos de tabuleiro em São Paulo. Mais um jogo que se encaixa no combo campeão, lindo, regras simples e sem dependência de idioma. Definitivamente entrou na minha lista para aquisição naquele dia. Como jogamos com outras duas pessoas não pude ajudar muito as meninas, explicando e relembrando as regras durante o jogo. De qualquer forma eu achei muito positiva a experiência delas jogarem num evento com outras pessoas e não somente comigo ou com meus amigos que já estão acostumados com as duas. Adquirimos o jogo em nossa última viagem e ele já foi imediatamente para a mesa. De primeira elas já pegaram as regras, e todas as possibilidades de pontuação, utilizando uma ou outra de forma mais evidente conforme a partida. A idade sugerida é a partir de 8 anos.

ELDER SIGN Apesar de ainda não ter jogado com as minhas filhas, joguei com a sobrinha de uma amiga, que tem a idade parecida com as minhas. Como Elder Sign é um jogo cooperativo, as crianças podem jogar sem problemas, e definitivamente é muito divertido todo jogo que envolve dados. Como qualquer outro jogo cooperativo é preciso achar um equilíbrio entre os jogadores para que ninguém se sobressaia em detrimento dos outros. Jogando com crianças isso fica mais difícil e é preciso se controlar e deixá-las tomar as suas próprias decisões, ainda que você não considere a melhor opção. No caso específico dessa partida, só ganhamos porque a sobrinha da minha amiga conseguiu tirar na última chance a combinação necessária nos dados. A idade sugerida é a partir de 14 anos, mas eu acho que é possível jogar com crianças com 8 ou mais.

QUARRIORS Tivemos somente uma experiência com esse jogo, que foi positiva, mas aparentemente não chamou tanto a atenção das minhas filhas, por isso esse jogo ainda não voltou para a mesa. Como o meu exemplar está em inglês (novamente comprei antes da Galápagos ter lançado no Brasil) isso pode ter dificultado um pouco. Apesar das cartas ficarem abertas na mesa, eu tinha que ficar relembrando o que cada uma fazia. Uma dica para esses casos é imprimir os paste ups com a tradução em português, o que eu não fiz por preguiça mesmo! A idade sugerida é a partir de 14 anos, mas eu acho que é possível jogar com crianças com 8 ou mais.

SUMMONER WARS Essa foi a minha primeira decepção ao apresentar um jogo para as minhas filhas. Eu tenho o Master Set em inglês, mas comprei dois decks lançados pela Galápagos para poder jogar com elas. Infelizmente a Dora não curtiu e nem acabamos a partida. Como isso foi há uns 2 anos atrás, acredito que mais para frente eu possa tentar novamente e ver se elas gostam do jogo. De qualquer forma, isso não significa que não se possa jogar com as crianças. Como já falei algumas vezes, cada uma é de um jeito, e não necessariamente elas vão gostar de todos os jogos da mesma maneira. A idade sugerida é a partir de 9 anos.

WARZOO Jogo do designer brasileiro Fel Barros. O motivo que me fez entrar no financiamento coletivo desse jogo foi ele ter um modo infantil. Achei muito interessante você ter essa opção no jogo, de poder começar com regras mais simples e ir aumentando a dificuldade conforme a criança for se familiarizando com o jogo. A idade sugerida é a partir de 8 anos.

ZOMBIE DICE Um jogo de dados bem simples, que qualquer criança pode jogar. Ótimo para ocasiões quando não se tem muito tempo para jogar, ou as crianças não estão afim de algo mais elaborado. A idade sugerida é a partir de 10 anos, mas com certeza pode-se jogar com crianças a partir de 7 anos ou até menos.

Além desses jogos tem outros da Galápagos que podem ser interessantes, mas que ainda não tive oportunidade de jogar com as minhas filhas, como o Smash Up, Concept, Mice and Mystics, Star Wars X-Wing, Flick ’Em Up, Zombicide, Citadels, Krosmaster Arena entre outros.

Na segunda parte temos os jogos da Funbox, Conclave, DEVIR, Ace Studios, Fire On Board, PaperGames, Ludofy, Copag e MS Jogos.

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CRIANCAS TA NA MESA MARATONA DE DOMINGO

Com a quantidade de atividades e compromissos que as crianças têm no dia-a-dia, não é fácil passar um domingo tranquilo em casa, como no distante dia 06 de março.

Desde a sexta-feira que antecedeu a esse domingo eu estava decidida a jogar jogos de tabuleiro, nem que fossem partidas solo. Com certeza, consegui muito mais do que havia imaginado. Ao todo foram 5 jogos diferentes. Comecei escolhendo 7 Wonders, que fazia tempo que não jogávamos. Nina escolheu Machi Koro (sob protesto da Dora) e Dora escolheu Carcassonne South Seas. Depois do almoço, ainda jogamos Ave Caesar (escolha da Dora) e Blueprints (escolha da Nina).

IMG_6560Felizmente, nem toda partida que jogamos acaba em conflito. Depois de um bom tempo, conseguimos fazer uma maratona de jogos, sem muitos percalços. Ainda que houvesse um ou outro no meio do caminho!

Desde a primeira vez que ouvi falar de 7 Wonders no The Dice Tower, em setembro de 2012, tinha ficado louca para jogá-lo, principalmente com as meninas, por não ter dependência do idioma (além de ter uma arte linda). Quando compramos em janeiro de 2013, Nina tinha na época 6 anos e meio e Dora, 8 anos e meio. Os dois primeiros jogos que estreei na ocasião foram Ticket To Ride Europa (que merece um texto a parte) e o 7 Wonders.

O jogo em si não é difícil, as regras são bem simples. Acredito que o fator complicador para as crianças seja a escolha da melhor carta e de uma estratégia, na qual as cartas se combinem e deem a maior quantidade de pontos possíveis. Mas não podemos subestimá-las de forma alguma. Nas primeiras partidas percebi que elas estavam experimentando as diversas estratégias, predominando um tipo de carta de cada vez.

A Dora com frequência baixa as cartas de estruturas científicas (verdes) e, em geral, consegue manter uma boa quantidade de recursos sem ficar com dificuldade para baixar cartas na terceira Era. Já a Nina investe muito nas estruturas civis (cartas azuis), mas sempre em detrimento dos recursos. Ela abaixa poucos deles e acaba muitas vezes tendo dificuldade na terceira Era para conseguir baixar as cartas. É importante balancear a quantidade de recursos baixados, para não ficar sem, mas também não deixar de baixar cartas que darão pontos no final. Deixar de abaixar o mínimo de recursos é, de certa forma, arriscado, mas dessa vez deu mais do que certo. Ao final do jogo fui surpreendida com a Nina ficando em primeiro lugar, com apenas 2 pontos na minha frente. Uma questão interessante do jogo que elas incorporaram rapidamente foi aproveitar a possibilidade de se baixar cartas da Era seguinte sem pagar o custo, com as cartas que têm essa habilidade. Nesse jogo em especial, Nina aproveitou e baixou diversas estruturas civis desta forma.

Outra estratégia que elas utilizam muito (imitação da mãe?!) é a militar. Na primeira e segunda Era ambas baixaram cartas de poderio militar, o que me rendeu 4 pontos. Na terceira Era tive oportunidade de mudar isso e acabei ganhando das duas nesse quesito.

Acredito que a principal característica do 7 Wonders que cai bem para se jogar com crianças é a seleção e resolução simultânea das cartas. Dessa forma, estão todos jogando ao mesmo tempo e não há necessidade de se esperar a vez. Muitas vezes, a espera pode ser um fator negativo para elas em qualquer jogo. Claro que a paciência para se jogar depende muito de cada criança, de sua idade e do seu temperamento. Em casa, a Dora desde sempre foi capaz de se concentrar mais e por mais tempo, inclusive jogando o mesmo jogo por quase duas horas, o que eu já não espero da Nina.

No sorteio, Dora ficou com Babilônia; Nina, com Gizé e eu, com Éfeso, que, por alguma razão, elas adoram e já tivemos diversas brigas por causa disso. Mas não desde que instituí o sorteio e que ninguém poderia reclamar da Maravilha sorteada.

IMG_6555Placar final do 7 Wonders:
Nina 56 pontos
Eu 54 pontos
Dora 47 pontos

O segundo jogo do dia foi Machi Koro. Dora não estava muito interessada e ficou a maior parte do tempo olhando as peças do Carcassonne, sob meus protestos. Confesso que no início estava muito mais empolgada com esse jogo, mas ao longo do tempo perdi a empolgação. Não sei se as expansões o melhoram, mas o base tem alguns problemas de balanceamento. Acho a carta do Shopping Mall muito forte e, dificilmente, passamos a utilizar os dois dados. No fim, é tão rápido que poucas vezes achei que valesse a pena pegar as cartas com valores maiores do que 7. Talvez estejamos jogando de forma errada!

Nina se concentrou em pegar as cartas do Café (como sempre), eu não bobeei e peguei as da Padaria para me proteger dos Cafés de Nina. Dora fez umas escolhas estranhas, sem pensar muito (mais entretida com as peças do Carcassonne), mas que até deram certo, como comprar diversas florestas (o que saiu de 5 no dado não foi brincadeira). Particularmente não consegui evoluir minha cidade e Dora, um pouco tarde demais, começou a prestar atenção ao jogo, o que rendeu uma vitória da Nina. O mais engraçado foi ao final, a Dora justificando ter perdido com a seguinte frase: "Está vendo, eu não gosto desse jogo!"

Seguimos então com o Carcassonne South Seas, meu presente de natal do amigo secreto da Ludopedia. Só tinha jogado antes com minha mãe, porque as meninas não pareceram muito empolgadas com ele, de início. Mas acho que finalmente mudaram essa visão e acredito que ele verá mais mesa nos meses que seguem.

O jogo em si demorou para engrenar. Acostumadas com o Carcassonne original, elas não estavam muito preocupadas em pegar o mais rápido possível os recursos para poder oferecer nos barcos de mercadoria. Eu fui a primeira a conseguir fazer as trocas, o que me rendeu a primeira posição. Mais para o final, Dora conseguiu trocar com mais frequência os seus recursos, chegando a empatar comigo em pontos, mas consegui terminar um dos meus mercados (a Dora não pegou nenhum) e acabei a partida na frente, ainda que por apenas 1 ponto.

Nesse jogo foi a vez da Nina ficar desconcentrada e não muito preocupada com o jogo. Cansaço? Fome? Vingança pela irmã não ter dado moral para o jogo que ela havia escolhido?
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Placar final do Carcassonne South Seas:
Eu: 27 pontos
Dora: 26 pontos
Nina: 16 pontos

Fizemos então uma pausa para o almoço, depois conforme eu havia prometido assistimos dois episódios de Agentes da S.H.I.E.L.D., seriado que estamos acompanhando juntas, para então retomarmos nossa jogatina. Confesso que não imaginava que conseguiria jogar mais algum jogo. Com certeza, eu estava no lucro!

Dora escolheu Ave Caesar, que ganhou no Natal e ainda não tínhamos jogado. Rapidamente, assistimos a um vídeo com a explicação das regras e partimos para a ação.

Mais um jogo aprovado! Simples, mas divertido. É verdade que ele pode gerar certo conflito, principalmente se inserido em uma hora em que uma das duas não esteja muito contente, mas sobrevivemos dessa vez! Nina, como sempre, sacaneando, parando propositalmente nos pontos chaves. Fiquei algumas rodadas sem poder jogar, assim como a Dora. Jogamos quatro partidas, e, por fim, acabei ficando em primeiro na contagem total, apesar de um início bem ruim. Imagino que esse jogo deva ser um caos absoluto se jogado em seis. Mal posso esperar para jogar com a família toda.

IMG_6558Placar final do Ave Caesar após 4 corridas:
Eu 28 pontos
Nina 24 pontos
Dora 20 pontos

Enfim, chegamos ao último jogo do dia, escolha da Nina. Blueprints é um jogo fantástico, que eu adoro. Desde a primeira vez que o vi, apaixonei-me pelo tema e pela aparência. Nem sempre quando vemos um review e nos apaixonamos por um jogo, temos a mesma sensação quando finalmente conseguimos jogá-lo. Nesse caso passou longe disso. O jogo é realmente muito legal e o melhor, minhas filhas gostaram, principalmente, a mais velha.

Para ela eu já acho difícil, imagina para a mais nova. Em praticamente todas as partidas que jogamos até hoje, ganhei todas, sem nenhuma chance para elas. Apenas uma vez a Dora ganhou, quando jogamos eu, ela e minha mãe. Mas ainda assim, elas curtiram o suficiente para escolhê-lo com certa frequência.

blueprints2Apesar disso, talvez pelo momento não tenha sido a melhor escolha. Embora rápido, é um jogo muito estratégico, onde é preciso prestar atenção nas jogadas dos outros, o que normalmente elas não são capazes ainda. Já estava tarde e elas, cansadas. Ainda conseguimos jogar duas das três rodadas. A partida acabou sendo interrompida quando, ao final da segunda rodada, tanto Dora quanto Nina tinham feito a sequência de números de 1 a 6, só que a Dora tinha mais dados da cor de desempate. Nina ficou brava, dizendo que Dora tinha roubado dela os pontos que ela iria fazer e saiu da mesa chorando. Entendi que o jogo tinha chegado ao final, mas ainda assim fui explicar a ela que era assim mesmo, tendo acontecido comigo na primeira rodada a mesma situação, onde eu e Dora tínhamos quatro dados do mesmo valor, mas ela tinha um dado da cor de desempate, enquanto eu não tinha nenhum.

No final, acabamos empatadas, eu e Dora com 8 pontos. Fiquei na frente em ambas as rodadas e a Dora, em segundo, mas ela tinha 2 pontos extras, que não marquei na primeira rodada. Uma pena não termos terminado a partida, pois a Dora estava muito bem. 

E assim acabou o domingo, com um saldo extremamente positivo. E que venham muitos outros!

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TNM

Minha história com jogos de tabuleiro começou cedo. Desde criança sempre gostei de jogar com a família e com os amigos. Foram muitas tardes (e depois noites) jogando Zoo Safari, Ladrões no Bosque, Master, War e tantos outros. Esse gosto por jogos vem se estendendo desde então.

No início dos anos 2000, conheci jogos como Lord of the Rings de Reiner Knizia (meu primeiro cooperativo), Battlestar Galactica e, mais para frente, Munchkin. Mas foi no final de 2012 que entrei de cabeça nos jogos de tabuleiro modernos. Hoje tenho a oportunidade de jogar com as minhas filhas, do mesmo modo que meus pais sempre jogaram comigo, e com a minha irmã. Hoje elas têm 10 anos e meio e 8 anos e meio e temos jogado juntas há três anos.

A partir daí, tive a ideia de começar a escrever sobre as experiências em jogar com elas, para compartilhá-las e assim incentivar outros pais a fazerem o mesmo. Mas já aviso que não sou formada em Educação, nem tenho experiência nessa área, portanto minhas análises e ações não são baseadas em metodologias de ensino, mas na vivência do momento em si.

Para a estreia da coluna “Crianças, Tá na Mesa!” aqui no Meeple Maniacs, escolhi um dos últimos textos que publiquei em meu blog pessoal.

Eis que um belo dia chego em casa após o trabalho, e tendo minhas filhas terminado a lição e estando de banho tomado, insisto em jogarmos um jogo para aproveitarmos o tempo até a hora delas irem dormir. Insistência em vão.

Depois de muita enrolação, briga, janta etc. chega a hora delas irem dormir. Quem me conhece sabe como insisto e não abro mão delas irem deitar às 20h todos os dias, afinal, em dia de aula, elas (e eu) acordam às 6h10min. Digo brincando que me dá urticária quando não consigo colocá-las para dormir nesse horário.

Faltando 10 minutos para às oito da noite, Dora (minha mais velha) diz que quer jogar um jogo. Respiro fundo e começo a propor alguns, tipo Tsuro, Timeline, Love Letter. Nesses meus 10 anos como mãe, sei o quanto custa dizer não, e nesse caso eu sabia que iria demorar mais para colocá-las para dormir se eu não jogasse. E convenhamos, não dá para resistir!

Nem preciso dizer que foi em vão a minha tentativa de empurrar um jogo rápido. Dora abre o armário e diz, “Quero jogar esse” e aponta para Alien Frontiers. Eu, em toda a minha inocência, ainda tento, “Mas Dora, esse jogo é muito demorado e sua irmã ainda não jogou. Vamos jogar Carcassonne?”. E ela: “Não”. “Metrocity?”. “Não”. “Warzoo?”. “Não.”

Ok, vamos jogar Alien Frontiers. Explico as regras para Nina e relembro Dora de como se joga. Ao invés de sete colônias como pede um jogo para três jogadores, distribuí cinco para cada, para não prolongar muito.

Costumo, ao longo dos jogos, dar dicas, questionar as decisões que elas tomam, relembro alguma regra e assim elas vão aprendendo. Nesse jogo não foi diferente. Tudo estava indo tranquilamente, a Nina mandando bem já de início. Dora comprou a carta que dava ponto de vitória. Fui lá e roubei dela, só para ser roubada pela Nina em seguida. Fui a primeira a enviar uma colônia. Eu tinha duas escolhas, enviar a minha colônia para Burroughs Desert, e quase, com certeza, não ter a chance de pegar a Relic Ship, ou escolher uma outra colônia e ter que enfrentar a ira daquela que colonizasse o Burroughs Desert quando eu colocasse uma colônia ali também, para não permitir que a mesma pegasse a Relic Ship. Acabei ficando com a primeira opção.

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Quando comprei a Relic Ship não tive nem tempo de usar porque, como previsto, Nina já foi com a sua colônia no mesmo espaço.

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Segue o jogo, com Nina pegando cada vez mais naves (dados), eu e Dora na frente enviando mais colônias. Ela com 4, eu com 3, mas com mais pontos por ter uma carta que me dava um ponto de vitória e porque a Dora colocou duas colônias no mesmo território.

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Em certo ponto, consegui usar a Terraformação, mas o que me deixou com apenas três dados. Ela também usou a Terraformação, ficou com três dados e faltando apenas uma colônia para acabar com a partida.

Até aí estava tudo bem. A Dora estava feliz, jogando o jogo que havia escolhido e na briga pelo primeiro lugar. Apesar da Nina ter começado bem, e estar abarrotada de recursos e naves, o jogo é complexo para a idade dela e ela não consegue assimilar todas as estratégias e possibilidades. Ainda bem, porque deixou passar naves com valor 6 mais de uma vez, e poderia ter vencido. Foi aí que cometi um grande erro!

Na jogada da Nina ela tinha tirado nos dados 3, 4 e 5. Ela não conseguia fazer o que queria, e decidiu usar uma das cartas que permitia que ela rerrolasse os dados. Quando ela o fez, acabou por tirar valores piores, que não adiantavam nada. E eu acabei deixando-a voltar e ficar com os valores que tinha antes. Para quê!? Não é que ela coloca justo no Raider´s Outpost e rouba os recursos da Dora, que era a próxima jogadora e iria com quase toda a certeza enviar a última colônia para o planeta e ganhar o jogo! Depois dessa jogada, tivemos mais umas duas ou três rodadas com a Nina tirando sequências nos dados em todas elas e roubando recursos meus e da Dora, e não deixando nenhuma de nós duas ganhar.

Nem preciso dizer que Dora ficou muito brava, chorou, brigou comigo por ter deixado a Nina voltar a jogada. Quando ela finalmente conseguiu enviar a última colônia, não conseguiu ficar na frente, tendo eu 1 ponto a mais. Foi então que tive a oportunidade de me redimir (pelo menos um pouco), deixando-a voltar para tentar ganhar na rodada seguinte. Fiquei morrendo de medo da Nina ganhar nesse ínterim, ou pior, eu acabar ganhando. Mas com apenas três naves e a Nina tirando meus recursos em todas as jogadas, ficou difícil para mim. No final, Dora conseguiu vencer, porque Nina enviou uma colônia para o mesmo território que eu, tirando-me um ponto, e Dora colocou um Positron Field em um de seus territórios controlados e, portanto, ultrapassou-me em pontos de vitória.

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Resultado final:

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Dora (verde): 8 pontos
Mariana (azul): 7 pontos
Nina (vermelho): 7 pontos

Lição do dia: não deixe nenhum de seus filhos voltar uma jogada, se estiver jogando com mais de um!!!

Alien Frontiers é um jogo de alocação de dados (com controle/influência de área), mecânica essa que eu amo, e ainda com a temática que me agrada muito. Falou em espaço, ficção científica é comigo mesma.

Esse jogo ainda não foi lançado no Brasil, mas pode ser encontrado lá fora. Apesar das cartas terem algum texto, a dependência da língua não chega a ser um problema pelo fato delas ficarem abertas na mesa. Eu lia as cartas para elas, e quando elas me pediam, eu relembrava o que cada uma fazia.

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Não é um jogo simples para a idade delas, mas também não é complicado a ponto de elas não conseguirem jogar, visto a saga contada acima! Já deixei de me surpreender há muito tempo com a capacidade delas entenderem coisas que não achamos que poderiam entender.

Nina não conseguiu avançar tão rápido quanto eu e Dora, por ter investido na compra de mais naves, mas foi esperta o bastante para brecar a vitória de uma de nós duas, ao roubar nossos recursos por três rodadas seguidas. Se ela ainda tivesse em paralelo enviado as colônias com a terraformação quando teve a chance, teria vencido a partida.

No fim, elas foram dormir às 22h, com uma Dora feliz por ter ganho, mas ao mesmo tempo ainda irritada com a Nina e comigo. E uma Nina feliz, porque com ela nunca tem tempo quente, e tendo se divertido ainda mais por roubar nossos recursos! Eu, claro, apesar da minha pisada de bola e do horário, fiquei feliz em jogar Alien Frontiers com elas!

Por fim, não posso deixar de agradecer ao Mateus Carnevalli Terni pela sugestão do nome da coluna.

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