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Camel Up

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    pic2022914Personalidades cheias da grana passam seu tempo apostando em corridas de camelo tentando fazer valer seu investimento monetário e, claro, provar que são mais espertas do que os demais apostadores. Os camelos, entretanto, não são um exemplo de elegância esportiva e para vencer, eles se amontoam uns sobre os outros buscando aquele nariz de vantagem decisivo, ou melhor, uma corcova de vantagem, já que o desempate é feito na vertical. Na vertical? Isso mesmo! Já veremos como é isso, não seja um camelo apressado!  Este é Camel Up, trazido a pouco tempo para o Brasil pela Conclave Editora, simplesmente o atual vencedor do Spiel des Jahres, a premiação mais importante do mundo dos jogos de tabuleiro. Isso significa que ele é o melhor jogo de 2014? Dificilmente, afinal o Spiel julga apenas jogos publicados na Alemanha nos doze meses anteriores à premiação e com uma pegada leve e familiar. Tanto que existe uma categoria distinta para os jogos mais complexos, o Kennerspiel des Jahres. Mas campeão é campeão e veremos se Camel Up é um puro sangue ou apenas um pangaré azarão.

    Mecânica
    – Rolagem de dados
    – Apostas
    – Rolar e mover

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    Uma partida é disputada em uma corrida de apenas uma volta ao redor da pirâmide. Os camelos se movem conforme a cor correspondente em um dado de seis faces, as quais possuem os números 1, 1, 2, 2, 3 e 3. Cada número indica a quantidade de espaços que o camelo da mesma cor do dado andará. “Jogar” um desses dados é uma das quatro ações possíveis ao jogador da vez. Coloquei o verbo jogar entre aspas, pois, na verdade, ao selecionar a ação de mover um dos camelos, o que acontece é outra coisa.

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    A pirâmide central tridimensional é na verdade um porta dados que comporta as cinco cores deles, inicialmente. O jogador pega a pirâmide, sacode-a, coloca-a de cabeça para baixo e libera o mecanismo que segura todos os dados dentro dela. Com isso, apenas um dado é liberado sem termos controle de qual cor e qual número. Se saiu o dado azul com o número dois, por exemplo, movemos o camelo azul dois espaços. Parece até idiota, não? Acredite, não é. No entanto, falarei mais sobre isso em instantes.

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    Em seu turno, o jogador pode realizar apenas uma ação. A primeira delas é jogar um dado como descrito acima e além de fazer os camelos andarem, isto garante ainda uma libra egípcia. Existem outras três ações possíveis. Colocar um tile especial que permite que o camelo que nele pare avance uma casa ou retroceda uma casa conforme o verso escolhido, o que pode ser utilizado estrategicamente. Acredite, existe muito mais planejamento neste jogo do que aparenta. Eu também não acreditava nisso! Outra ação possível é apostar no vencedor de uma leg, uma pernada, que se conclui quando o quinto dado é rolado e consequentemente o quinto camelo é movido. Existem cinco pilhas de três tiles para cada cor de camelo. O tile superior pagará cinco moedas a quem primeiro o escolheu, o segundo pagará três moedas e o último apenas uma. O destino recompensa o audaz ou o perspicaz. Para quem mais cedo apostar certo, maior será a recompensa. E não adianta sair apostando em todos, os prêmios são pagos apenas para os dois primeiros lugares. Abaixo disso, quem paga é o apostador!

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    Os tiles de aposta para cada camelo

    A quarta e última ação possível é apostar em quem será o vencedor ou o perdedor ao final da corrida propriamente dita, ou seja, após algum camelo atravessar a linha de chegada. Do mesmo modo com os tiles e a pernada, quem antes apostar certo, ganhará mais.

    Bom, eu ainda nem falei da parte mais divertida. Camel Up é famoso por suas fotos com pilhas de camelos e é nesse aglomerado que reside seu humor e seu charme. Quando um camelo se move para a frente para o espaço já ocupado por outros camelos ele fica sobre todos os demais, levando, inclusive, a vantagem no desempate. Na imagem abaixo, por exemplo, quem está ganhando a pernada é o camelo laranja. Em segundo temos o branco, em terceiro, o verde, em quarto, o azul e o amarelo… cadê o amarelo?

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    O interessante é que nesta foto podemos traçar alguns cenários possíveis para melhorar nossas chances de sucesso nas apostas. Imagine que o laranja acabou de se mover, ou seja, não se moverá mais nessa pernada e ficou por cima, em primeiro. Quer dizer que ele venceu a leg? Talvez. Não sabemos pela foto se o verde ou o azul já se moveram. Se o verde tirar dois, ele ficará sobre o laranja e o branco e pelo desempate vertical, estará na frente. Se tirar três, ficará na liderança isolada, pelo menos até o branco se mover. Se tirar um, perceba que existe um tile -1 colocado ali, ele recuará, mas como está andando para trás, ficará por baixo do azul em último. (Cadê o amarelo?). O mesmo raciocínio é feito para o azul, entretanto quando o azul se mover, levará o verde com ele. Isso mesmo, quando um camelo se move, carrega todos os que estão sobre ele, com isso as reviravoltas acontecem a cada movimentação e quem está em primeiro pode ficar em último com apenas um dado. Muito aleatório? De modo nenhum! Você precisará analisar todos os dados que ainda não saíram para ter um cenário de “sorte controlada” e poder planejar e esperar alguns resultados. E funciona!

    Considerações Finais
    Camel Up é uma surpresa extremamente positiva, divertida e agradável. Confesso que comprei-o por ser o vencedor atual do Spiel, para conhecê-lo, essas coisas. Na primeira partida com o pessoal hardcore do On Board, percebi que tem muito jogo nele. Os bons jogadores gostam de analisar as combinações e as consequências de suas ações e em jogos mais pesados, contudo, pensar em todos os cenários possíveis é demorado ou inviável, mas aqui, após dois ou três dados terem saído é fácil analisar todas as situações. Percebi que estávamos fazendo isso o tempo todo e gerenciando nossa sorte com excelentes resultados. Claro, os dados são melindrosos e já vimos viradas espetaculares e derrotas inacreditáveis.

    Este é um dos grandes pontos positivos dele. Quer jogar com crianças? Elas adorarão o visual cômico e colorido e farão análises simples no curto prazo. Quer jogar com os mais experientes? Espere uma partida em outro nível. Quer juntar a família ou novatos? Sem problemas, Camel Up é facílimo de ensinar e comporta até oito pessoas.

    Um jogo muito redondo e bem testado, você perceberá a funcionalidade do design durante as partidas, extremamente divertido e que surpreendeu a todos a quem apresentei. É o melhor jogo de 2014? Não. Mas causou uma excelente impressão em nossas mesas no quesito diversão/qualidade.

    Pontos positivos:
    – fácil de ensinar e jogar
    – menos caótico do que aparenta
    – componentes de altíssima qualidade
    – joga bem com todas as idades e nível de experiência dos jogadores

    Pontos negativos:
    – muito leve e aleatório para alguns

    Ficha Técnica:
    Jogadores: 2 a 8
    Idade: a partir de 8 anos
    Duração: 30 minutos
    Tipo: caixa básica
    Fabricante/Distribuidora: Conclave Editora (no Brasil)
    Preço Médio: R$ 190,00

     

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      meeple gerdts

      Mais uma entrevista exclusiva e inédita para o On Board. O designer de Antike, Concordia, Imperial, Imperial 2030, Navegador e outros fala sobre sua obra, novidades e visão de mercado.

      For the English version click here:
      Mac Gerdts Interview

      ON BOARD: Primeiramente, muito obrigado por esta entrevista. Estamos encantados e honrados por você ter aceitado nosso convite e por ceder um pouco de seu tempo e conhecimento.

      No Brasil, há mais e mais entusiastas pelos jogos de mesa modernos. Estamos ainda na infância, mas há muita boa vontade e muitas pessoas trabalhando em promover o amor pelos jogos de tabuleiro, publicando, escrevendo resenhas e compartilhando gameplays. Existe uma produção nacional com força emergente no país, a maioria de excelentes jogos europeus e americanos que pouco a pouco tomamos conhecimento. Nosso grupo começou a conhecer seus jogos através de seu último lançamento, Concordia. (Confira nosso review de Concordia aqui). No Brasil não é tão simples adquirir jogos estrangeiros devido às altas taxas de importação, mas dado o sucesso de Concordia em nossas mesas, estamos adquirindo Imperial 2030, Navegador e Antike Duellum. Então, estamos voltando no tempo, estimulados pelo design elegante de seus jogos, pelo alto valor estratégico e pela pouca relevância da sorte.

      Vamos falar um pouco sobre seus jogos. Vimos que a maioria deles usa o sistema Rondel. Como surgiu a ideia e porque você decidiu continuar com ela em vários jogos?

      MAC GERDTS: Comecei projetando meus próprios jogos muitos anos atrás e o rondel foi implementado inicialmente no começo dos anos 80, na época com dezesseis espaços. Penso ser uma boa maneira de organizar a seleção de ação e pode ser usado de várias maneiras em muitos jogos diferentes.

      O sistema Rondel no tabuleiro de Navegador
      O sistema Rondel no tabuleiro de Navegador

      ON BOARD: Li em outra entrevista quando você falou sobre o jogo “Oppida: Cities of the Roman Empire”. Este foi o nome provisório de Concordia, correto? Por que a mudança?

      MAC GERDTS: Bem, OPPIDA é a palavra latina para cidades, no singular OPPIDUM. Poucas pessoas sabem disso, mesmo as que aprenderam Latim na escola. Isso era um problema, então o nome foi trocado para CONCORDIA, que não apenas é amplamente conhecido como também soa melhor.

      ON BOARD: Em Concordia você decidiu usar cartas em vez do sistema Rondel. O mais maravilhoso do sistema de cartas é que podemos expandir nossa gama de opções, personalizando nossos baralhos. Como surgiu a decisão de usar cartas ao invés do sistema Rondel. Para você, isso foi uma melhoria?

      Concordia rolando nas mesas do On Board (Foto On Board)
      Concordia rolando nas mesas do On Board (Foto On Board)

      MAC GERDTS: Certamente é diferente. Em estágios iniciais, as cartas, representando pessoas com ocupações diferentes, ficavam dispostas em sua frente e quando você usava uma delas, você virava a carta. Mas finalmente foi mais fácil e melhor segurar suas cartas na mão. É um modo fluido e bacana de organizar a seleção de ações.

      ON BOARD: Quando jogamos Concordia, amamos o sistema de cartas e o arranjo aleatório das produções, mas sentimos falta de um sistema de troca entre jogadores. Você pode comentar sobre isso? Por que escolheu não usar um sistema de barganha entre jogadores?

      MAC GERDTS: Fizemos muitos testes com diferentes grupos de jogo. Troca entre jogadores pode ser um verdadeiro problema se os jogadores começarem a discutir o tempo todo. Isto iria interromper muito o ritmo de jogo, aumentar o tempo de espera e levaria a um jogo longo. Não gosto disso, o que gosto é de jogo com uma certa velocidade, no qual você está permanentemente envolvido.

      ON BOARD: Acredito que Imperial é ainda seu maior sucesso e a maior referência quando pensamos em Mac Gerdts. Para você, quais as razões para o sucesso deste jogo?

      MAC GERDTS: Imperial mostra como o dinheiro pode governar o mundo, em uma maneira cínica, no entanto, é apenas um jogo… A ideia central de investidores internacionais usando governos como marionetes para seus objetivos não é o que estamos falando hoje? Além disso, Imperial separa os jogadores das forças atuantes no tabuleiro, assim você não pode ser esmagado completamente. Você sempre pode mudar e cavalgar outros cavalos. A mudança de poderes e alianças é um desafio fascinante, você precisa gerenciar bem isso. E você pode influenciar os outros jogadores com os apropriados incentivos sutis nos momentos certos. Imperial não é para todos, mas concordo que é um grande projeto!

      ON BOARD: A maioria dos seus jogos é baseada em períodos históricos, por um lado isso requer muita pesquisa, mas por outro fornece um caminho certo para os cenários adotados. Imperial 2030, entretanto, é uma jornada para o futuro. Como foi o processo de escolha das nações, incluindo o Brasil, e como foi ajustar os termos e mecanismos para o futuro próximo e para um cenário econômico mais complexo?

      MAC GERDTS: A ideia era ter Imperial em um mapa mundial. Para não ter quase todos os poderes relevantes dentro da Europa, escolhi um cenário futuro. A escolha das nações foi quase natural: Estados Unidos, Europa e os então chamados países BRIC (Brasil, Rússia, India e China). Estou certo de que nas próximas décadas veremos um mundo multipolar e o Brasil terá um papel muito importante nesse futuro. O Brasil é um país grande, dinâmico e fascinante!

      2030
      Detalhe do tabuleiro de Imperial 2030. Podemos ver o Brasil e, mais uma vez, o sistema Rondel

      ON BOARD: Sabemos que seus jogos venceram inúmeros prêmios, incluindo Imperial que venceu o SpielPortugal 2006. No momento, Concordia foi indicado ao Kennerspiel des Jahres 2014, além de competir o SpielPortugal (aliás, parabéns). Como você recebe este tipo de notícia. O que representam para você?

      MAC GERDTS: Projetar jogos de tabuleiro é um grande hobby porque você recebe muitas respostas positivas, mesmo que você não vença as premiações. Você pode conhecer todo tipo de pessoas interessantes de todo o mundo que estão desejosas em discutir e apreciar suas ideias. Claro que fico muito feliz com as premiações, mas são apenas parte do retorno positivo que recebo.

      ON BOARD: Como você vê o cenário dos jogos de mesa hoje? Há ainda espaço para crescimento? Você é otimista em relação ao futuro dos jogos analógicos neste panorama cada vez mais tecnológico e digital?

      MAC GERDTS: Jogos de tabuleiro sempre existirão, porque encontrar pessoas é muito diferente de jogar online. Há um grau de comunicação que simplesmente não pode ser substituído pelo computador. Enquanto os “velhos” mercados como a Alemanha parecem estabilizados, ainda existe potencial para crescimento em países como o Brasil, onde o hobby de jogos de tabuleiro não é tão comum. Mas você está certo, o mundo de jogos digitais parece crescer mais rápido. Comercialmente, estes dois mundos não podem ser comparados. Em vez de um único designer, um artista e um editor, você precisa de um time muito grande e muito dinheiro para criar um novo jogo digital!

      Mac Gerdts explicando Concordia na cabine da BGG em 2013
      Mac Gerdts explicando Concordia na cabine da BGG em 2013

      ON BOARD: Gostaríamos de saber mais sobre o profissional Mac Gerdts. Sabemos de seu gosto em história e economia e a influência disto em seus jogos. Como é seu processo criativo? Outras pessoas se envolvem durante ele? Qual o peso do tema e da mecânica no desenvolvimento de seus projetos?

      MAC GERDTS: Não há sistema algum! Mas existe sempre um pequeno caderno de anotações em meu bolso para escrever novas ideias quando elas surgem: talvez no trem, no bosque ou em casa. Primeiro eu tenho ideias sobre o tema, mais tarde o foco fica em quais mecânicas poderiam simulá-la. Mas é sempre muito importante discutir suas ideias com outros e testá-las no grupo de jogo. Não é tão difícil fazer um jogo que funcione mecanicamente, mas é muito difícil projetar um jogo que jogadores realmente apreciem e, portanto, queiram jogar sempre. Sem a ajuda e o retorno crítico de meus amigos nenhum de meus jogos jamais teria sido publicado!

      ON BOARD: Como é sua rotina de trabalho? Você trabalha integralmente com design de jogos?

      MAC GERDTS: De segunda à sexta trabalho para a Prefeitura de Hamburgo e sua secretaria de finanças. Esta é a única rotina que tenho…

      ON BOARD: Como é seu relacionamento com editores? São eles que encomendam os jogos ou você que surge com as ideias e as propõe a eles?

      MAC GERDTS: Meu editor, Peter Dörsam, é ao mesmo tempo meu amigo e meu parceiro de jogo desde os anos 80. Eu só publico jogos com ele e ele apenas publica jogos que proponho. Até agora, isto tem funcionado muito bem.

      ON BOARD: Quando você decidiu que queria desenvolver jogos? O que motivou e permitiu seguir este caminho?

      MAC GERDTS: Meus primeiros projetos foram feitos na década de 70 quando era criança, jogos ridículos com um bocado de lançamento de dados; alguns tabuleiros ainda estão guardados em minha adega. Como eu poderia parar algo que venho fazendo por 40 anos?

      ON BOARD: Você é um amante da história e li que você gosta de viajar. Já teve a oportunidade de visitar o Brasil? Você sabe algo sobre nossa produção nacional de jogos?

      MAC GERDTS: Infelizmente, o Brasil nunca esteve em minha agenda de viagens. Mas de minhas visitas regulares à Portugal (LeiriaCon) sei que existem vários jogos publicados em seu idioma!

      ON BOARD: Para os brasileiros que querem conhecer Mac Gerdts, que jogo você indicaria como o mais leve, uma entrada para seus jogos? E qual seria o mais pesado?

      MAC GERDTS: Como entrada recomendaria Concordia ou, especialmente para os brasileiros, melhor ainda, Navegador. Existe um tabuleiro em seu idioma e você pode produzir açúcar na Bahia e Rio de janeiro. O mais pesado seria Imperial, em que as regras não são tão difíceis, mas você precisará de algum tempo para realmente entender as dinâmicas do jogo.

      Tabuleiro de Navegador. Esse está na lista dos mais bonitos do Redomanet
      Tabuleiro de Navegador. Esse está na lista dos mais bonitos da Ludopedia

      ON BOARD: Você arruma tempo para jogar? Com que frequência você joga? Você tem um jogo ou designer favorito hoje?

      MAC GERDTS: Geralmente testo meus próprios projetos, então não há muito tempo para outros jogos. Mas meu filho de sete anos gosta de jogar comigo, recentemente jogamos Camel Up. O que me deixa orgulhoso é que ele também gosta de Navegador e Concordia!

      ON BOARD: Você poderia dar algumas dicas para os entusiastas e aspirantes a designers que estão entrando no mercado de jogos?

      MAC GERDTS: Nunca desista! Você precisará de bastante tempo para cometer os erros que outros já cometeram e aprender com eles. E sempre esteja aberto às criticas dos outros! Sem jogadores que deem um feedback honesto você estará perdido.

      ON BOARD: E sobre projetos? O que podemos esperar de Mac Gerdts para o futuro?

      MAC GERDTS: Haverá uma nova versão de Antike em que algumas regras e tecnologias mudaram e haverá uma expansão de Concordia. É muito cedo para falar sobre outros projetos agora.

      Antike
      Antike

      ON BOARD: Alguma mensagem final aos fãs brasileiros?

      MAC GERDTS: Gostei de assistir à Copa do Mundo no Brasil, obrigado por hospedar este evento emocionante! (Nota do editor: lembrando que Mac Gerdts é alemão!)

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