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Ludofy

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Dando continuidade às indicações de jogos modernos para se jogar com crianças, trago nessa segunda parte os jogos da Funbox, Conclave, Devir, Ace Studios, Fire On Board, PaperGames, Ludofy, Copag e MS Jogos. Se você ainda não leu a primeira parte, veja aqui.

FUNBOX começou como uma ludolocadora, situada na cidade de São Paulo. Uma nova empresa foi criada para se dedicar exclusivamente à edição de jogos, não só trazendo de fora, mas também valorizando jogos nacionais. Eles têm diversos jogos pequenos de cartas que são excelentes e não são caros. Na maior parte dos jogos, a idade recomendada na caixa é 14 anos, mas acredito que isso tenha mais a ver com questões da legislação no Brasil do que com a idade possível de se jogar.

COOK-OFF – Jogo nacional criado pelo Luis Francisco. Infelizmente o jogo está esgotado, mas pode ser possível encontrar pessoas vendendo. A princípio o jogo é para 4 a 6 pessoas, mas eu joguei a maior parte das vezes em 3. O tema atrai as crianças e elas se divertem principalmente sabotando a cozinha dos outros jogadores. Claro que ao jogar com as duas eu preciso dosar as sabotagens e distribuir entre elas para não haver favoritismo. A idade sugerida é a partir de 14 anos, mas é possível jogar com crianças a partir de 7 ou 8 anos.

COUP – Jogo de blefe com cartas. Ainda que seja um pouco difícil para as crianças blefarem, elas vão aprendendo e o jogo vai se tornando muito interessante. Não deveria ser um jogo para elas gostarem, mas é um sucesso aqui em casa. No início elas pegavam o jogo e jogavam as duas sozinhas. O interessante é que a sobrinha da minha amiga (a mesma do Elder Sign) também adora esse jogo. A idade sugerida é a partir de 14 anos, mas com uns 8 anos já é possível jogar.

METROCITY – É outro jogo de cartas de 2 a 4 jogadores. Jogamos apenas em uma ocasião em conjunto com meu pai. A experiência foi bem positiva. As meninas só tiveram um pouco de dificuldade com relação aos objetivos individuais, mas acredito que com mais partidas isso deixe de ser um problema.  A idade sugerida é a partir de 10 anos, mas com uns 8 anos já é possível jogar.

ASCENSION Este é o segundo jogo de deckbuilding jogado pela Dora e o primeiro da Nina (antes dele eu joguei o Dominion com a Dora). Elas aprenderam a mecânica com facilidade e gostaram de jogar. A idade sugerida é a partir de 13 anos, mas com uns 8 anos já é possível jogar.

QUARTZ Jogo do designer brasileiro Sérgio Halaban. Sucesso absoluto aqui em casa. Jogamos muitas partidas com meus pais e minha irmã. Muito divertido, mesmo com as cartas de ferrar outro jogador. As duas levaram isso na boa, mesmo porque eu acabo sendo a maior vítima das cartas, principalmente da “Opa! Esse cristal não é meu”!! A idade sugerida é a partir de 14 anos, mas com uns 8 anos já é possível jogar.

FLASH POINT Esse é um jogo cooperativo, onde os jogadores assumem os papeis de bombeiros que devem apagar o fogo de um edifício e retirar as pessoas de dentro a salvas. Por si só o tema já é interessante. O fato de ser cooperativo é mais um fator que conta muito aqui em casa. Jogamos algumas partidas no modo família e nos divertimos muito. A idade sugerida é a partir de 10 anos, mas com uns 8 já é possível jogar.

Além desses, tem outros jogos que já foram lançados pela FUNBOX, mas eu ainda não tive oportunidade de jogar com as minhas filhas, como o EMBOSCADA, BULLFROGS, MATRYOSHKA, SUGAR GLIDERS e TIDES OF TIME. Outros jogos ainda estão para serem lançados e estou de olho no Mehinaku e no Imperial Settlers.
Além da Funbox, outra editora/distribuidora de jogos que tem se destacado e trazido jogos bem interessantes é a CONCLAVE. Dos jogos que eles já lançaram, destaco três que fizeram muito sucesso em casa.

DOMINION – o jogo de cartas que inovou com a mecânica de deck building. Depois dele vieram jogos como o Ascension, Thunderstone entre outros. Ele tem uma infinidade de tipos de cartas (se levarmos em conta todas as expansões já lançadas – lá fora somente por enquanto), enquanto são usadas apenas 10 dos 25 tipos (que vem no jogo básico). O jogo é dinâmico, rápido, e como tem infinitas combinações de tipos de cartas cada jogo é diferente do outro. Esse foi um jogo que fiz questão de pagar mais caro e comprar aqui no Brasil para poder jogar com as minhas filhas, dado a dependência do idioma. Definitivamente não me arrependi, ainda que não tenha jogado tanto quanto gostaria. A idade sugerida é a partir de 13 anos, mas com uns 8 anos já é possível jogar.

CAMEL UP – Foi o ganhador do Spiel des Jahres de 2014. No início eu não dava nada para o jogo, mas acabei comprando e todo mundo adorou aqui em casa. É um jogo de corrida de camelos, onde nós somos os apostadores. O jogo é dinâmico, e a cada rodada a posição dos camelos muda e muitas vezes chegamos na última rodada com vários podendo ser os ganhadores. Os jogadores podem fazer apostas intermediárias, que vão gerando dividendos e apostas globais, indicando o camelo que eles acham que vai vencer e o que vai ficar em último. A idade sugerida é a partir de 8 anos.

SEGUNDÓN Ganhamos o jogo num sorteio. A priori esse não é o tipo de jogo que me atrai, mas jogamos em casa com meus pais e foi bem divertido. O jogo é completamente caótico e o fato do vencedor ser aquele que fica em segundo, qualquer estratégia é pura especulação! O jogo depende mesmo da sorte. A idade sugerida é a partir de 8 anos.

A Conclave também trouxe os jogos Keyflower, Mexica, Survive, Dungeon Twister, CV e o Fruit Salad, este último sendo para crianças a partir de 6 anos. Acredito que desses, tanto o Survive quanto o Dungeon Twister são possíveis de serem jogados com as crianças. Recentemente foi anunciada a parceria da Conclave com a Haba, grande empresa de jogos infantis. Fiquem de olho porque os jogos deles são muito interessantes, principalmente para crianças mais novas.

A DEVIR também tem trazido muito jogos interessantes, vários inclusive voltados para o público infantil.

CARCASSONNE – Jogo lançado anteriormente pela GROW, agora com a Devir. Um excelente jogo para iniciantes e crianças. Ao jogar com as minhas filhas, senti que a alocação de fazendeiros nos campos ainda pode ser difícil. Em geral elas me imitavam, colocando seus fazendeiros quando eu o fazia. Uma dica é não utilizar essa regra no início, e deixar as crianças se acostumarem com o jogo para depois introduzir mais essa regra. A idade sugerida é a partir de 8 anos.

ESCADAS ASSOMBRADAS Jogo para crianças, bem simples e divertido. Talvez para as minhas filhas ele já seja muito infantil. Jogamos algumas vezes, mas percebi que elas enjoaram logo. O jogo é para até 4 jogadores e a trilha é bem curta. Provavelmente seria mais divertido (e caótico) se possibilitasse mais jogadores. A idade sugerida é a partir de 4 anos.

EXPLORADORES Excelente jogo para duas pessoas. Bem interessante para as crianças lidarem com números. Perdi muitas vezes tanto para uma quanto para outra, mas principalmente da mais nova. Em geral ela tem uma “estratégia” kamikaze de ir abrindo várias expedições, o que muitas vezes acaba dando certo e conseguem não fazer pontos negativos. Claro que eu sempre procuro lembrá-las de ter certeza antes de iniciar uma nova expedição, se terão condições de abaixar cartas, principalmente do meio do jogo para o final. Nem sempre elas conseguem perceber que a quantidade de rodadas faltantes não será suficiente para abaixar todas as cartas que elas querem. A idade sugerida é a partir de 10 anos, mas é possível jogar a partir de uns 8 anos.

PANDEMIC Excelente jogo cooperativo, mas bem difícil de ganhar, mesmo no modo mais fácil. Pelo menos essa era a minha impressão nas partidas que fiz com meus amigos. Joguei o Pandemic com a minha mais velha pela primeira vez e conseguimos ganhar sem muita dificuldade (não entendi nada!). Tentei ao máximo envolvê-la nas decisões, deixá-la decidir o que gostaria de fazer, mas confesso que ainda é difícil não influenciar demasiadamente nas jogadas. De qualquer forma foi uma experiência positiva, e a Dora gostou bastante do jogo. A idade sugerida é a partir de 10 anos.

LORD OF THE RINGS – Outro jogo cooperativo que joguei com a Dora no embalo do Pandemic. Ele foi lançado há um bom tempo atrás pela Devir, inclusive tendo vindo uma edição em espanhol. Como a minha edição é em inglês, algumas vezes eu precisava olhar as cartas da Dora para lhe dizer o que faziam, o que a priori não está correto pelas regras. Embora seja um jogo cooperativo, os jogadores não devem compartilhar entre si as cartas. De qualquer forma o jogo fluiu bem, com as ressalves já feitas anteriormente com relação à jogos cooperativos. A idade sugerida é a partir de 8 anos.

STONE AGE Jogo de alocação de trabalhadores A primeira experiência das minhas filhas com esse tipo de mecânica foi com o Pillars of the Earth, e a experiência foi bem positiva. Não só elas gostaram de jogar, como entenderam a dinâmica do jogo. Em função do que eu já tinha ouvido e lido sobre o Stone Age eu esperava ser um jogo mais simples do que o Pillars. Como elas tinham experiência anterior, eu não esperava que com esse jogo elas fossem ter dificuldade. Está certo que jogamos apenas uma vez, mas eu achei que para elas foi mais difícil, principalmente para pontuar com as cartas. De qualquer forma, esse é um jogo excelente, e espero ter mais oportunidades de jogar com as minhas filhas. A idade sugerida é a partir de 10 anos, mas dependendo da experiência da criança com outros jogos do tipo é possível começa antes.

CARCASSONNE MARES DO SUL Versão modificada do Carcassonne original, com um tema diferente e regras novas. Eu particularmente gostei bastante desse novo modo de jogar Carcassonne, onde é preciso pegar os recursos para então trocar no mercado e fazer pontos. Jogamos apenas 2 vezes, e senti que nesse início elas tiveram dificuldade de engrenar as trocas no mercado, talvez por terem o Carcassonne original na cabeça. A idade sugerida é a partir de 8 anos.

SENTINELAS DO MULTIVERSO Lançado pela GIGANTE JOGOS e distribuído pela DEVIR, esse foi um jogo muito esperado por mim. Por ser cooperativo e pelo tema envolver super heróis (em alta aqui em casa por causa do universo Marvel) eu achava que faria sucesso. Jogamos apenas uma vez, Dora e eu. Não sei se foi a ocasião, ou se o jogo realmente é mais difícil, mas infelizmente a Dora não se empolgou. Não temos o costume de jogar jogos com muito texto, então é possível que esse tenha sido o principal problema. De alguma forma ela ficou com preguiça de ficar lendo. Mas ainda tenho esperança de jogar com elas. A idade sugerida é a partir de 8 anos.

A Devir trouxe outros jogos também, que ainda não jogamos, mas acredito ser possível jogar com as crianças com tranquilidade, como A Ilha Proibida (cooperativo), Robô Ricochete, Gardens, Terra, Star Realms (deckbuilding), Volta ao mundo em 80 Dias, Genial, Agricola, Marvel Dice Master e os específicos para crianças como A Lebre e a Tartaruga, A Troupe dos Porquinhos e Dino Race. E claro, aguardo ansiosamente o dia em que poderei jogar Twilight Struggle com uma das duas.

ACE STUDIO – Fundada pelo designer de Warzoo, Fel Barros, já tem 4 jogos lançados pela ACE, e o quinto jogo, Space Cantina está para sair agora em novembro após uma campanha de financiamento coletivo muito bem sucedida.

ENCANTADOS Definitivamente o meu jogo preferido dos últimos tempos. Fez muito sucesso em casa e já rendeu muitas partidas. A sobrinha da minha amiga também se apaixonou pelo jogo e já jogamos todas juntas algumas vezes. Encantados pode ser jogado individualmente ou em duas ou três duplas. Individualmente o jogo é bem legal, mas em dupla ele fica ainda melhor. As meninas curtiram muito jogar em dupla, principalmente com outra criança. Divertidíssimo ver as duplas mirins combinando o que fazer, as cartas a serem trocadas e as “estratégias” a serem seguidas. A idade sugerida é a partir de 10 anos, mas com uns 8 anos já é possível jogar.

A ACE lançou outros dois jogos que eu tenho mas ainda não conseguimos jogar em casa: SAPOTAGEM e GEKIDO. Mas com certeza é possível jogar com as crianças, especialmente o GEKIDO. Quanto ao SPACE CANTINA, estou aguardando ansiosamente a sua chegada para jogarmos em casa. Acredito que fará sucesso.

FIRE ON BOARD – No momento eles têm quatro jogos no mercado e mais dois para chegar em breve. Dos já lançados eu destaco dois deles, que a princípio não são para crianças.

VILLAGE Mais um jogo de alocação de trabalhadores. Jogamos em casa em uma ocasião, mas para falar a verdade, já foram tantos jogos que não consigo me lembrar como foi a experiência. Mas como elas já tiveram contato com essa mecânica anteriormente, com certeza é um jogo passível de ser jogado. A idade sugerida é a partir de 12 anos, mas é possível começar mais cedo, por volta dos 9, 10 anos.

THE GALLERIST Assim como o Village, The Gallerist é um jogo de alocação de trabalhadores. O jogo é muito bonito, o design chama a atenção e enche os olhos de quem o vê. Eu estava com o jogo aberto pronto para uma partida solo, quando a Dora pediu para jogar. Fiquei em dúvida se daria certo, mas resolvi experimentar. Além de nós duas, meu pai também jogou conosco. De início, eu estava indo bem, conseguindo manter uma boa quantidade de dinheiro, só que não fui muito feliz em algumas aquisições, o que prejudicou na hora de conseguir completar os objetivos. Já a Dora, em certo momento estava com falta de dinheiro, inclusive não conseguindo identificar como fazê-lo. Eu dei algumas dicas e a partir dai ela deslanchou, completou mais objetivos do que eu e ganhou o jogo (inclusive fez questão de ganhar o leilão final para poder escolher a obra de arte que completava um dos objetivos). Claro que se eu não a ajudasse, ela não teria conseguido evoluir, e isso poderia ter feito o jogo ficar maçante para ela. De qualquer forma ela foi capaz de absorver as regras, mirar nos objetivos e aguentar por volta de 2 horas jogando o mesmo jogo. A idade sugerida é a partir de 12 anos, mas vai da experiência da criança com outros jogos de tabuleiro.

PARADE Um dos próximos lançamentos da FIRE ON BOARD é um jogo de cartas bem simples, com o tema de Alice no País das Maravilhas. Eu comprei o jogo em minha última viagem e jogamos há pouco tempo. O jogo é bem interessante, requer atenção às cartas que os oponentes estão colecionando para tentar fazer a menor pontuação possível.  A idade sugerida é a partir de 12 anos, mas é possível jogar com crianças a partir de 8 anos.

A PAPER GAMES lançou recentemente o FLIP CITY e o RED 7 e está para sair o ISLE OF SKY. Eu tenho somente o Flip City, e definitivamente é possível se jogar com as crianças, ainda que eu não tenha jogado com as minhas filhas.

LUDOFY – Rafael Verri começou lançando títulos de sua autoria e agora vem lançando jogos de fora e de outros designers brasileiros.

PATCHWORK recém-lançado no Brasil, jogo número 1 na lista de abstratos pelo site Boardgamegeek. Não tive a oportunidade de jogar, mas tenho certeza que esse deve ser um jogo bem interessante para se jogar com crianças, pela questão espacial proporcionada pelas peças de retalho que vão se encaixando umas nas outras. A idade sugerida é a partir de 8 anos.

CAVERNA Este jogo foi anunciado para 2017. Entra no mesmo grupo de jogos como Puerto Rico e The Gallerist, por serem bem mais elaborados. Iniciei uma partida com a Dora e a Nina que não foi finalizada, pois elas perderam o interesse em determinado momento. Em outra oportunidade, a Dora jogou novamente, comigo e mais dois amigos. Esses dois amigos têm experiência com jogos, mas era a primeira partida de Caverna deles. A Dora teve a paciência de jogar por mais de 2 horas e ficou em segundo lugar. Então acredito que ela tenha conseguido absorver as regras e estava interessada. Creio essa ser a chave para que as crianças consigam jogar jogos mais elaborados. Em certo momento algum pode funcionar, em outro nem tanto, por isso é preciso ter paciência com elas e escolher momentos em que as crianças realmente estejam a fim de jogar para sugerir jogos como este. A idade sugerida é a partir de 12 anos, mas vai da experiência da criança com outros jogos de tabuleiro.

A MS JOGOS, do designer brasileiro Marcos Macri já tem 8 jogos lançados. Gostaria de destacar o que eu tenho e que comprei especialmente para as minhas filhas:

DOGS – Jogamos pela primeira vez em um evento. Dessa vez estávamos somente nós três. De cara o tema agrada às crianças, por ter cachorros, e na segunda edição alguns outros animais. Elas pegaram as regras com tranquilidade, e eu e a Dora fomos arrasadas pela Nina, que ganhou sem nenhuma dificuldade. Na ocasião o jogo estava esgotado, mas assim que foi relançada a primeira edição (somente com cachorros) eu comprei. A idade sugerida é a partir de 10 anos, mas é possível jogar com crianças a partir de 8 anos.

Como não conheço outros jogos do Macri, com exceção do OVNI, por isso não tenho como dizer quais poderiam ser jogados com crianças. Diante da quantidade de jogos que temos ainda não consegui experimentar jogar com elas o OVNI, mas acredito que seja possível.

Por fim, tem a COPAG, conhecida pela venda de baralhos. Existem dois jogos que valem a pena serem citados aqui:

SET Infelizmente o jogo está esgotado. Não consegui achar para comprar aqui no Brasil, mas não poderia deixar de falar dele, pois é um excelente jogo de cartas, muito educativo. O jogo consiste em identificar um determinado conjunto de 3 cartas dentre as 12 disponíveis na mesa. As cartas têm desenhos com 4 características diferentes: 3 formas, em 3 cores, 3 preenchimentos e 3 quantidades diferentes em todas as combinações possíveis. Para um conjunto (Set) ser válido ele precisa ter para cada tipo de característica todas iguais ou todas diferentes. Incrível como as crianças pegam rápido o esquema e ficam cada vez melhores, mas nesse jogo elas vão ter que rebolar para ganhar da mãe!

HALLI GALLI Jogo bem infantil, mas muito divertido. As cartas tem desenhos de 4 tipos de frutas, que variam de 1 até 5 unidades por carta. Cada jogador abre uma carta na sua vez, e se houver na mesa exatamente 5 unidades de qualquer fruta, aquele que bater primeiro no sino no meio da mesa fica com as cartas. Quem ficar sem nenhuma sai, e o vencedor é o último a permanecer. O jogo é caótico, as crianças se empolgam e se divertem muito. Vale a pena a distração. Não necessariamente um jogo moderno, mas como jogamos recentemente e foi um sucesso, achei interessante inseri-lo na lista, pois foge dos jogos tradicionais e funciona como um perfeito filler.

ECO FLUXX – Jogo de cartas impresso pela COPAG, mas editado pelo Centro Cultural Explore Cultura. Mais um jogo da família Fluxx com o tema “meio ambiente”. O jogo começa com apenas duas regras: compre uma carta e baixe uma carta. Conforme o jogo vai evoluindo, novas regras vão surgindo, deixando-o muitas vezes caótico e muito divertido. As partidas podem ser bem rápidas, ou demorar mais. Como cada jogo depende da combinação de regras que vão sendo abaixadas, ele é bem dinâmico e cada jogo pode ser bem diferente do outro. Aqui em casa fez muito sucesso. Definitivamente recomendo para jogar com as crianças. A idade sugerida é a partir de 8 anos.

Bom, deu para perceber que não faltam opções de jogos de tabuleiro moderno sendo vendidos no Brasil. Nesses últimos dois anos houve um boom no mercado interno. E tem muita coisa ainda para vir. Várias outras editoras estão aparecendo, e trazendo jogos muito interessantes. Parece que toda a semana tem anúncio de um novo jogo.

E ai, o que vocês têm jogado com seus filhos, sobrinhos, netos, enteados? Quais as dificuldades encontradas? Dos jogos somente mencionados, quais vocês tiveram boas experiências e podem indicar também? Deixem seus comentários!

Agora não tem desculpa, escolha alguns e coloque a criançada para jogar!!!!!

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    pic2591579As histórias mais fascinantes da humanidade são passadas de geração em geração, sobrevivendo ao tempo e ao espaço. Somente aqueles mais fortes, mais prósperos, mais iluminados, mais sábios terão seus nomes guardados na memória. Você conseguirá fazer com que seu império permaneça nas páginas da História? Será você mais uma lenda a ser lembrada? Tudo isso irá depender de como você jogará Império Lendário.
    Assim se inicia o manual deste jogo, o mais novo lançamento do designer Rafael Verri. O jogo é ilustrado por Diego Sanchez e foi lançado em 2016 pela Ludofy.

    Em Império Lendário, cada jogador representa uma destas quatro civilizações (China, Egito, Grécia e Roma) e terá como missão se tornar a maior civilização do mundo após cinco eras. O objetivo do jogo é simples: conseguir o maior número de pontos de vitória ao final da partida. Porém, com um longo trajeto pelo caminho.

    E como você se torna uma potência? Evoluindo seu império através de cartas que representam personagens, maravilhas, tecnologias, eventos ou militarismo, sendo que, para tanto, você deverá pagar seu custo com um dos cinco recursos a sua disposição: trabalhadores, insumos, conhecimento, religião e força militar.
    Mas não é só isso! No início do jogo, cada jogador receberá objetivos ocultos que garantem muitos pontos ao final da partida.

    Mecânicas:
    – Administração de cartas
    – Coleção de componentes
    – Rolagem de dados
    – Seleção de cartas

    Preparação
    Cada jogador receberá de 2 a 4 cartas de bônus (dependendo do número de jogadores), selecionará duas e devolverá as demais. Das cartas devolvidas, serão selecionados secretamente quatro bônus que serão os marcadores de final de Era. Em seguida, deverão ser separadas em quatro montes com seis cartas de evento, sendo cada monte embaralhado com as 31 cartas de cada Era. Retire, secretamente, sete cartas de cada monte e devolva-as para a caixa do jogo. Uma carta de bônus deverá ser embaralhada ao monte da Era IV, enquanto as demais serão colocadas imediatamente acima do monte da era seguinte. Ex: A carta de bônus do primeiro monte (Era I) ficará imediatamente acima das cartas da Era II, assim como a da Era II para a Era III, porém ninguém sabe onde estará a carta de bônus da Era IV, que é a indicação de final de jogo.
    Fiz questão de explicar detalhadamente o setup inicial, pois aqui já fica explícito o potencial de rejogabilidade. A partida sequer iniciou e já temos uma série de variáveis que mudam partida a partida: objetivos distintos a cumprir, sete cartas de cada Era sendo retiradas secretamente e a incerteza do final do jogo após iniciada a Era IV.


    Os jogadores colocam seus marcadores no tabuleiro de pontos na marca zero e na posição -10 PVs, além do marcador na Era I. Além disso, cada jogador irá rolar todos os seus dados e atualizar seus marcadores de recursos e está pronta a partida de Império Lendário.

    A partida
    O turno do jogador é separado em oito passos principais e ações, algumas das quais poderá realizar a qualquer momento.

    1. Resgatar os dados utilizados (obrigatório): os dados utilizados vão para o espaço de dados disponíveis. O passo é simples, porém lhe ajudará muito no controle de suas ações futuras, pois nos momentos de batalha (explicarei mais adiante), somente poderão ser utilizados os dados disponíveis. O mesmo vale para dados que queira rerrolar utilizando seus trabalhadores.

    2. Atualizar o grid de cartas (obrigatório): durante o turno de cada jogador ele poderá comprar cartas utilizando seus recursos e, conforme será explicado no passo 8, algumas cartas poderão ser excluídas do jogo na fase de atualização. Sendo assim, no turno do jogador seguinte ele deverá atualizar o grid, subindo os recursos restantes para as linhas superiores e, posteriormente, revelando novas cartas do baralho, seguindo a ordem de linhas e colunas. Caso o espaço A-I esteja vazio, esse será o primeiro a receber novas cartas, em seguida o B-I, C-I, A-II e assim sucessivamente, até não haverem espaços vazios.

    grid1

    3. Diplomacia/Efetuar trocas (obrigatório): todos os jogadores deverão rolar seu dado amarelo. O jogador do turno escolherá se irá trocar recursos com um ou mais jogadores. Como tratam-se de civilizações avançadas e produtivas, a troca é feita no sistema ganha-ganha, ou seja, ninguém paga recursos para fornecer aos demais. Caso o jogador da vez não queira ou não possa trocar recursos com os demais (caso todos os demais jogadores tirem a face vazia do dado), todos ganham 1 ponto de vitória, menos o jogador da vez.

    4. Rolar dados de Trabalhadores (obrigatório): o jogador da vez irá rolar todos os seus dados de trabalhadores e atualizar a quantidade total no tabuleiro individual.

    5. Rolar os demais dados (facultativo): fase não obrigatória, mas essencial. O jogador da vez tem a opção de reduzir em um o seu número de trabalhadores para rolar dados de outros recursos. Cada ponto despendido permite que o jogador role todos os dados de um determinado recurso.

    dados

    6. Comprar cartas do grid (facultativo): nesse momento, o jogador do turno pode adquirir cartas para sua mão. Como? Pagando qualquer um dos recursos disponíveis conforme o indicado na linha do grid da carta. Todas as cartas da primeira linha custam 1 recurso; as da segunda linha, 2 recursos e as da terceira, 3 recursos. Outro momento importante do jogo. Lembram-se do passo 2? Todas as cartas não compradas em um turno poderão se tornar mais baratas nos turnos seguintes! Então esse é o momento de planejar suas compras e de ficar de olho no que os demais podem estar querendo. Ao final dos passos, explicarei detalhadamente cada uma das cartas do jogo.

    7. Iniciar uma batalha (facultativo): para os amantes de guerras, hora da batalha! Nesse momento, o jogador da vez poderá desafiar um ou mais adversários, precisando de dados militares disponíveis para realizar essa ação. Além de ter dados a sus disposição, o jogador ainda precisará pagar, em recursos, um custo de duas vezes o valor da Era Atual em Força Militar (pagará 2 por ataque na Era I, 4 na Era II, e assim sucessivamente. O jogador que sofreu o ataque será o defensor e poderá rolar seus dados militares para se defender mesmo que estes constem como utilizados. Rolados os dados, deverão ser somados todos os modificadores provenientes de cartas. Se o atacante vencer, receberá a diferença entre o ataque e a defesa em pontos de vitória, enquanto se o defensor vencer, receberá a diferença entre pontos de defesa e ataque em força militar.

    Nota rápida: Ótima sacada do designer do jogo ao incluir o custo para ataque um múltiplo da Era Atual. Foi uma saída muito elegante para um recurso que poderia desbalancear o jogo.

    8. Fase de atualização (obrigatório): terminados os 7 passos, vem o momento do desespero dos oponentes. O jogador do turno irá rolar os dados branco e preto com indicação das linhas e colunas do grid de cartas. Se o resultado dos dados coincidir com um espaço que ainda contém uma carta, essa deverá ser descartada. Caso o espaço já esteja vazio, nada acontece e segue para a próxima rolagem de dados. Serão de 2 a 4 rolagens de dados, conforme o número de jogadores.
    Além dos 8 passos indicados, o jogador poderá ativar cartas de sua mão ou realizar uma revolução política a qualquer momento de seu próprio turno.

    Ativando cartas da mão
    ​A ativação das cartas da mão acontece de forma simples: o jogador precisará pagar o custo de ativação da mesma e receberá os benefícios descritos.
    ​Apesar de ser uma etapa simples, é aqui que o jogo brilha. Vamos apresentar os tipos de cartas e o que elas fazem por você:

    • Maravilhas
    Aqui as maravilhas do mundo são bem mais do que 7. As 28 cartas representam localidades espalhadas pelo mundo (incluindo a Estação Espacial) e quando ativadas vão render ao jogador dados extra para gerar recursos extra ou pontos de vitória.

    • Personagens
    Imagine uma civilização unindo Ghengis Khan, B.B King e Santos Dumont em busca da vitória. As 40 cartas de personagens permitirão essa e muitas outras combinações inusitadas, porém poderosas. Os personagens fornecerão um ou mais recursos, logo após seu custo de ativação ser pago e, além disso, possuem habilidades como destruir maravilhas dos oponentes, rerrolar dados ou até reduzir o poder militar do inimigo pela metade.

    • Tecnologias
    Não basta construir grandes obras ou ter personagens históricos ao seu lado, você precisará da aritmética, da locomotiva e de espaçonaves para progredir.
    Através das 40 cartas de tecnologias você será capaz de manipular o resultado de seus dados, ganhar pontos de vitória, remover cartas do grid ou aumentar seu poder militar.

    • Eventos
    Roubar dados, tecnologias ou cartas da mão do oponente, destruir maravilhas através de furacões ou promover uma guerra civil. As 24 cartas de eventos têm seu custo aumentado com o passar das Eras, mas seus efeitos podem significar uma reviravolta na evolução de seu império.

    • Unidades Militares
    As unidades militares permitirão que você invista ataques poderosos contra inimigos, assim como se defenda de investidas contra sua civilização. Em um jogo onde tudo é tão bem amarrado, nada pode ser negligenciado. São quinze cartas de unidades militares, permitindo que você envie uma manada de elefantes contra seus oponentes, ou se defender com seus imponentes tanques.

    falange

    • Bônus
    Aqui estão os seus objetivos, o norte para sua civilização evoluir. As cartas bônus concedem muitos pontos de vitória durante as mudanças de Era e, principalmente, ao final da partida. São doze objetivos que poderão ser o divisor de águas entre se tornar um império lendário ou apenas o vice da partida. Conforme as cartas do grid vão sendo compradas ou excluídas através da atualização, poderá ser revelada uma carta de bônus, sinalizando o final de Era. Nesse momento, os jogadores realizarão uma batalha de final de Era e o jogador que cumprir o descrito na carta irá pontuar e o turno do jogador da vez segue normalmente.

    A partida segue desta forma até que seja revelada a carta de bônus durante a Era IV, sinalizando o final do jogo. Todos jogarão seu último turno e entramos na fase de pontuação.

    Considerações Finais:
    Império Lendário é um jogo de civilização completo, com uma dinâmica relativamente simples, mas com um grau de estratégia fantástico. É nítida a influência de Through the Ages, jogo favorito do autor, mas tem elementos de diferenciação suficientes para manter os dois na estante.

    Em um primeiro momento, o jogador pode sentir que militarismo ou as cartas de eventos são “quebrados”, mas com o passar do tempo perceberá que tudo está bem amarrado, uma vez que os custos de determinadas habilidades aumentam com o passar das Eras, tornando mais difícil a sua utilização.

    Muitas pessoas ficam na dúvida se determinado jogo funciona bem ou não em duas pessoas e esse é um que se encaixou muito bem. A maioria das partidas que joguei foi com minha noiva e fluiu muito bem, sendo que nossa única ressalva ficou por conta da diplomacia. Em partidas com mais jogadores ela é uma fonte importante de recursos, na partida a dois gerou menos impacto.

    Outro ponto que gostaria de comentar é sobre as cartas “Alternância” e “Paz Mundial”. Acompanhei algumas discussões em redes sociais criticando ambas as cartas, porém confesso que adorei ambas. Paz Mundial simplesmente não afeta o jogo se for virada no final de eras e, caso esteja em sua mão, forçará você a marcar seu oponente de forma mais acirrada, pois serão 15 pontos a menos no final do jogo. Já “Alternância” pode gerar uma sensação ruim com a perda de pontos, mas são pontos que algum dos seus oponentes também deixou de ganhar. Entendo as críticas, mas particularmente adoro o suspense de saber se alguém tem ou não essa carta.

    Não poderia finalizar esse review sem citar o cuidado tomado pelo designer com os pequenos detalhes. O tabuleiro de cada jogador possui um relevo diferenciado para que os marcadores não fiquem se movendo durante a partida, além de possuir uma arte belíssima na parte de trás, onde normalmente temos apenas um fundo monocromático.

    Por fim, parabéns ao Diego Sanchez pela arte do jogo. É impressionante a evolução desse artista que já se destacou em trabalhos como Dogs, Aquarium e Jester, criando imagens para as cartas que são um show à parte. Como bom físico que sou, achei fantástico ver figuras como Copérnico, Pitágoras, Newton e Einstein no jogo.

    Pontos Positivos:
    – Bem amarrado, com recursos apertados do início ao fim
    – Arte belíssima das cartas
    – Atenção aos detalhes como ilustrações atrás das fichas de civilização e vinco para fixação dos marcadores no tabuleiro
    – Torre de dados própria
    – Guia de referência individual, simples e funcional
    – Variante solo com cinco opções de “adversário”

    Pontos Negativos:
    – Análise das cartas disponíveis pode travar jogadores durante o turno
    – Fator sorte presente na rolagem de dados e atualização do grid, sendo contornáveis através de habilidade das cartas
    – Jogo longo, podendo afastar jogadores novatos.

    Ficha Técnica:
    Jogadores: 1 a 4
    Idade: A partir de 14 anos
    Duração: 120 minutos
    Fabricante / Desenvolvedora: Ludofy
    Preço médio: R$185,00

    ludopedia BGG

     

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