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Pleasant Dreams

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    ON BOARD: Primeiramente, realmente queria agradecer por essa entrevista para nós. Sei que você está bastante ocupado com os jogos e sua empresa.

    AERJEN TAMMINGA: Muito obrigado por me receber. É realmente ótimo conversar com vocês e eu agradeço a chance de poder falar sobre o Pleasant Dreams e design de jogos em geral

    ON BOARD: Está claro que o Pleasant Dreams tem um grande potencial para ser um sucesso. Quais são suas expectativas em relação ao jogo?

    AERJEN TAMMINGA: Desde o meu primeiro jogo publicado, eu acho difícil ter expectativas, mas eu tenho grandes esperanças. Até agora tem sido bem recebido na Boardgamegeek e a resposta vindo dos contribuidores do Kickstarter tem sido incrível!

    Agora mesmo, há toneladas de coisas acontecendo também. Estou esperando uma resposta do meu distribuidor que está solicitando o jogo nas lojas dos Estados Unidos. Ao mesmo tempo, estou solicitando o jogo para editoras em diferentes países. Está agora sob revisão em uma grande editora na Holanda e estou planejando alcançar editoras em outras países também.

    Junto com Zapdot, estou trabalhando em uma adaptação digital do jogo. Este será usado com a mecânica original, mas baseado nos trabalhos de Edgar Allan Poe. Se você for ao website do jogo (pleasantdreamsgame.com) você verá um pequeno esboço ao fundo baseado em O Corvo.

    Quem nunca teve aqueles pesadelos de criança de acordar no susto...
    Quem nunca teve aqueles pesadelos de criança de acordar no susto…

    ON BOARD: Pleasant Dreams é um jogo bastante diferente de outros jogos de terror por muitas razões como o tempo e a fácil aprendizagem. Como surgiu a ideia do jogo?

    AERJEN TAMMINGA: Para ser honesto, eu não estou 100% certo de como surgiu o tema. É provável que seja uma combinação de coisas. Por muito tempo, eu fui fascinado por sonhos. Quando era criança eu tinha sonhos lúcidos e tinha influência sobre o que estava acontecendo nos meus próprios sonhos. Algo que começou quando eu tinha pesadelos e decidi fazer dos pesadelos uma coisa legal. Por exemplo, jogar tênis com esqueletos. Não tinha ideia de como aquilo funcionava, mas eu lembro de ser uma decisão consciente. Quando o jogo começou, eu queria fazer algo tão elegante quanto possível focando na ideia principal de como um sonho prazeroso pudesse se tornar um pesadelo. O tema da criança na cama reforça isso. O que pedi para Wayne fazer eram ilustrações de coisas que poderiam ser encontradas em um quarto da era Vitoriana e fazê-las de forma ligeiramente incorreta. Ambos vimos e nos inspiramos em um filme surreal de Jan Svankmajer de 1988 numa adaptação de Alice no País das Maravilhas. Um fato trivial divertido: a carta “O Espelho” é uma homenagem ao seu trabalho.

    ON BOARD: Normalmente, os jogos de terror levam algum tempo para se aprender e as partidas levam horas. Poderíamos citar Arkham Horror e Eldritch Horror. Por outro lado, seus jogos são incrivelmente rápidos. Você tem preferência por estes jogos ou é apenas coincidência?

    AERJEN TAMMINGA: É um pouco dos dois, eu acho. Eu gosto desde jogos que levam alguns minutos até três horas, mas fazer um jogo curto de fácil aprendizagem era um dos meus objetivos. O jogo mais longo que estou trabalhando com outro designer (Daniël van der Poel) é chamado Hatch. É um jogo de criação de monstros para até 6 jogadores e muito dos nossos esforços tem sido focado em ter um jogocom duração abaixo de 45 minutos.

    ON BOARD: Você poderia nos falar sobre Los Chtuluchadores e Leprechaun Slap? Los Chtuluchadores me lembra um antigo desenho do Cartoon Network chamado “Mucha Lucha” e era muito divertido!

    AERJEN TAMMINGA: Claro, ficaria feliz em falar. Los Chtuluchadores: Elder Things in the Wrestling Ring é um jogo que fiz com Bob Kelly. Possui ritmo rápido e frenético numa mistura do mito de Chtulhu e Lucha Libre. Além do gameplay girar em torno de ser mais esperto do que seus oponentes, colocamos bastante ênfase na nossa mecânica de insultos ao adversário. Se você domina o(s) seu(s) oponente(s) e os faz rir por quaisquer meios necessários, você ganha bônus no jogo. Uma das ideias aqui era fazer com que a derrota fosse algo potencialmente hilário para o jogador perdedor.

    Leprechaun Slap é a minha primeira tentativa de fazer jogos para criança com apelo educacional. Um dos meus objetivos aqui era fazer um jogo rápido e frenético que secretamente ensina crianças sobre a teoria de mistura de cores. A partida lembra Dutch Blitz, mas com algumas reviravoltas interessantes.

    ON BOARD: Como podemos ver em seu website, você gosta de temas de terror como Pleasant Dreams e Los Chtulhuchadores. De onde surge essas inspirações?

    AERJEN TAMMINGA: De todos os lugares… Verdade, eu posso estar andando de bicicleta e de repente ter uma ideia para o jogo. Se eu tiver que pegar algo de inspiração antiga, eu diria os trabalhos clássicos de ficção como 1984 de Orwell ou 2001: Uma Odisséia no espaço, conceitos em psicologia e artes. Por exemplo, o trabalho de Rick Berry é muito querido por mim. (https://www.facebook.com/rickberrystudio)

    Os componentes de Los Cthuluchadores
    Os componentes de Los Cthuluchadores

    ON BOARD: Você tem planos de lançar alguns jogos no Brasil?

    Carta de Hatch
    Carta de Hatch

    AERJEN TAMMINGA: Eu adoraria. As pessoas no Brasil são ótimas! Muitos contribuidores ajudaram muito durante a campanha de Pleasant Dreams ano passado (como Marcelo Cazerta que traduziu o jogo para o português) e tem sido ótimo conversar com os fãs. Estou planejando chegar à Funbox no Brasil, mas as coisas tem sido um pouco lentas. Falar com pessoas que você admira (como Luis Francisco) é um pouco assustador. Espero que vocês torçam por mim!

    ON BOARD: Você poderia nos falar sobre futuros projetos? Envolveria temas de terror também?

    AERJEN TAMMINGA: Tirando a versão Poe do Pleasant Dreams, os jogos atualmente estão próximos de serem terminados (Leprechaum Slap e Hatch) não são jogos de terror. Mas ao mesmo tempo, muitas coisas dos meus brainstorms estão mais relacionados ao terror. Embora eu tenha tentado focar em como trazer emoções psicológicas em meus jogos mais do que o terror em si.

    ON BOARD: Muito obrigado por essa entrevista para o On Board. Desejamos sucesso em seus jogos!

    AERJEN TAMMINGA: Obrigado por me receber!

    ***

    A seguir, o texto original da entrevista em Inglês.

    Original Version

    ON BOARD: First of all, I really want to thank you for this interview for us. I know that you are very busy with your games and your enterprise.

    AERJEN TAMMINGA: Thanks for having me! It’s great to talk with you and I appreciate the chance to chat about Pleasant Dreams and game design in general.

    ON BOARD: It´s very clear that Pleasant Dreams has a great potential to make success. What your expetations about the game?

    AERJEN TAMMINGA: Since it’s my first published game I find it hard to set expectations, but I do have high hopes. So far it’s been well received on Boardgamegeek and the response from Kickstarter backers has been amazing!

    Right now, there’s already a ton of stuff happening too. I’m waiting to hear back from my distributor that’s soliciting the game to stores in the US. At the same time I’m soliciting the game to publishers in different countries. It’s currently under review with a large publisher in the Netherlands and I’m planning to reach out to publishers in other countries as well.

    Together with Zappleasant dreamsdot, I’m working on a digital adaptation of the game. This will use the original mechanics, but be based on Edgar Allan Poe’s work. If you go to the website for the game (pleasantdreamsgame.com) you’ll see a little sketch on the bottom based on The Raven.

    We have a booth at PAX East which is one of the largest gaming festivals on the East Coast in the US. Hopefully the game will do well there and I hope to meet people from the industry that are interested in helping grow the audience. If I dream big, then this is just the beginning for the game!

     

    ON BOARD: Pleasant Dreams is very different to other terror themed games for very reasons as the time and the fast learning. How come the idea about the game?

    AERJEN TAMMINGA: To be honest, I’m not 100% sure how I came to the theme. It’s probably a combination of things. For a long time, I’ve been fascinated with dreams. As a kid I used to be able to dream lucidly and influence what was happening in my own dreams. It’s something that started when I used to have nightmares and I decided I’d just make the nightmares something cool. For example playing tennis with skeletons. No idea how that worked, but I remember it being a conscious decision. When starting on the game, I wanted to make something as elegant as possible by focusing on the main idea of how a pleasant dream can turn into a nightmare. The theme of a children’s bedroom is meant to reinforce that. What I asked Wayne to do is create illustrations of things you could find in a Victorian era bedroom and make them slightly wrong. We had both seen and took inspiration from Jan Svankmajer’s 1988 surreal movie adaptation of Alice in Wonderland. Little Fun Trivia Fact: The card “The Mirror” is a homage to his work.

    ON BOARD: Usually, the terror games take some time to learning and the game sessions may last for hours. We could think of Arkham Horror and Eldritch Horror. In other hand, your games are incredibly fast. Do you have preference for this kind of games or is it just a coincidence?

    AERJEN TAMMINGA: It’s a little bit of both I guess. I do enjoy games ranging from a couple of minutes up to about three hours, but making a short game that’s easy to learn was one of my design goals. The longest game I’m currently working on with another designer (Daniël van der Poel) is called Hatch. This is a monster breeding game for up to 6 players and a lot of our design efforts have been focused on getting the game to play in under 45 minutes.

    E o pesadelo aumenta...
    E o pesadelo aumenta…

    ON BOARD: Could you tell us about the Chtuluchadores and Leprechaun Slap? Chtulhuchadores reminded me of an old cartoon called “Mucha Lucha” on Cartoon Network and it was very funny!

    AERJEN TAMMINGA: Sure, I’d be happy to. Los Cthuluchadores: Elder Things in the Wrestling Ring is a game I designed together with Bob Kelly. It’s a fast-paced and frenetic mashup of the Cthulhu mythos and Lucha Libre. Next to the gameplay revolving around out-thinking opponents we put a lot of emphasis on our taunting mechanics. If you dominate your opponent(s) in the game and get them to crack a smile by whatever means necessary you get in game bonuses. One of the ideas here was to make losing something that’s potentially hilarious for the losing player.

    Leprechaun Slap is my first attempt at a children’s game with an educational twist. One of my design goals here is to make a fast and frenetic game that secretly teaches kids about color mixing theory. The gameplay is reminiscent of Dutch Blitz, but hopefully with some interesting twists.

    ON BOARD: As we can see in your website about the games, you like the terror theme as in Pleasant Dreams and Chtulhuchadores. From where do you take the inspirations?

    AERJEN TAMMINGA: Everywhere… Really, I can be riding a bike and suddenly get an idea for a game. If I have to pick what’s been inspirational lately, I’d say classic works of fiction like Orwell’s 1984 or 2001: A Space Odyssey, concepts in psychology and art. For example, Rick Berry’s work and thoughts on art (https://www.facebook.com/rickberrystudio) are very dear to me.

    cardON BOARD: Do you have plans to release some games in Brazil?

    AERJEN TAMMINGA: I would love to. People in Brazil have been great! Several backers have helped out a lot during the campaign (like Marcelo Cazerta who translated the game into PT-BR) and it’s been great talking to some of the fans. I’m planning to reach out to Funbox in Brazil, but have been a little slow in doing so. Talking to people you admire (e.g. Luis Francisco) can be a bit scary 😉 Hope you’ll keep your fingers crossed for me!

    ON BOARD: Could you tell us about the future projects? It would involve terror themes too?

    AERJEN TAMMINGA: Aside from the Poe version of Pleasant Dreams the games that are currently closest to being finished (Leprechaun Slap and Hatch) are not terror themed. At the same time, most of the things I’ve been brainstorming are more terror related. Although I try to focus mostly on how to bring psychological thrills into my games rather than terror.

    ON BOARD: Thank you so much for this interview for On Board. We wish you success in your games!

    AERJEN TAMMINGA: Thanks for having me!

    Belo wallpaper encontrado em seu site
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